O futuro de James Rodríguez volta a estar em aberto. Semanas após a eliminação da Colômbia no Mundial-2026, o médio continua sem definir qual será o próximo passo da sua carreira e, para já, permanece como jogador livre após terminar o seu vínculo com o Minnesota United. Têm surgido rumores sobre diferentes destinos, mas nenhum se concretizou num acordo e o tempo sem competir começa a tornar-se outro fator a considerar.
A situação é especialmente delicada porque James já chegou ao Mundial com pouco ritmo competitivo. O Minnesota contratou-o em fevereiro com um vínculo garantido até junho e uma opção de prolongamento até dezembro, mas o colombiano nunca chegou a afirmar-se verdadeiramente na equipa. No final, o clube norte-americano decidiu não prolongar a sua estadia e o jogador voltou a ficar livre.

Poucos minutos e descanso a mais
A passagem pelo Minnesota United acabou por ser muito mais discreta do que o esperado. James disputou apenas dez jogos oficiais entre a MLS e a US Open Cup, foi titular apenas em dois e somou cerca de 380 minutos. Não marcou qualquer golo e fez duas assistências, ambas no empate 2-2 frente ao Austin FC. Houve lampejos da sua reconhecida qualidade técnica, mas futebol a menos para um jogador que precisava de continuidade antes de enfrentar um dos grandes objetivos da sua carreira.
Essa falta de competição acabou por refletir-se no Mundial. James chegou ao torneio longe da sua melhor forma e, por vezes, notou-se que estava fisicamente aquém, com dificuldades para acompanhar o ritmo dos jogos e para ter a influência que a Colômbia necessitava durante longos períodos. O seu talento com a bola e a capacidade para encontrar passes continuaram a surgir, mas o torneio deixou a sensação de um futebolista condicionado pelos poucos minutos acumulados nos meses anteriores. A sua prestação acabou mesmo por provocar uma nova descida do seu valor de mercado.
Calendário avança
Agora surge outro problema: o calendário continua a avançar e James continua sem competir oficialmente. O último jogo pelo Minnesota antes do Mundial foi frente ao Colorado Rapids, partida em que jogou 64 minutos, e posteriormente a sua ligação contratual com o clube norte-americano terminou definitivamente. Cada semana sem clube aumenta uma inatividade que, aos 35 anos, pode ser especialmente difícil de reverter.
As dúvidas, portanto, já não se prendem apenas com o local onde irá jogar, mas também com o tipo de projeto que lhe poderá garantir continuidade. Depois de experiências curtas em diferentes equipas nos últimos anos, James precisa de encontrar um destino onde possa ter minutos e um papel condizente com o momento da sua carreira. Nos últimos dias circularam informações sobre um possível regresso a uma liga que já conhece e até sobre o México, embora algumas dessas hipóteses tenham perdido força.
A dúvida estende-se inevitavelmente também à Seleção da Colômbia. James tem sido o capitão e um dos jogadores mais determinantes do ciclo recente, mas a sua continuidade internacional dependerá em grande medida do que acontecer com a sua carreira de clubes. O talento mantém-se, mas o tempo joga contra ele: precisa de encontrar equipa, recuperar ritmo competitivo e provar que ainda pode competir com regularidade. Caso contrário, o Mundial-2026 poderá acabar por marcar não só o fim de uma etapa com a Colômbia, mas também o início da reta final da sua carreira.
