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Jorge Jesus: "A defesa de um treinador, sabe como é que se chama? Vitória!"

Atualizado
Jorge Jesus, selecionador de Portugal
Jorge Jesus, selecionador de PortugalLiselotte Sabroe/Ritzau Scanpix via REUTERS

Leia abaixo as declarações de Jorge Jesus, selecionador nacional, depois da vitória de Portugal por 2-4 diante da Dinamarca, em jogo da 3.ª jornada do Grupo A4 da Liga das Nações.

Recorde as incidências da partida

O que gostou mais nesta exibição? "O que gostei mais foi a vitória. Depois, terceiro jogo e particularmente sinto que a equipa vai melhorando, com a análise dos jogos e depois quando passamos ao jogo seguinte, tem mais rendimento ofensivo e defensivo. A Dinamarca é uma equipa grande e difícil de parar. Voltámos a estar bem na bola parada defensiva. Ganhar 4-2 aqui… Não sei quantas equipas, nos anos da Dinamarca, não é há 10 anos, agora são grandes e jogam bem. Gostei no pressing, a forma como a equipa acredita. É complicado. O Hjulmand deu-me os parabéns a dizer que a equipa portuguesa joga muito. Foi o pleno, três jogos e concentrados no Dragão."

Elogios dos jogadores: "Não entendo bem essa questão. Tenho um grupo que acredita. Acredita na minha ideia, acreditam na ideia do treinador. Como têm muita qualidade individual, é mais fácil. Eles vão de mão dada comigo e com as minhas ideias."

Impacto de Ronaldo: "Para mim, repare... Este jogo a seguir, no Dragão, até aí tenho de estar focado no jogo, como estive no de hoje. Depois do Dragão logo vemos."

É difícil focar? "Sabe o que é que é difícil de focar para mim? É se eu não perceber o que se passa ali dentro (aponta para o balneário), se não souber treinar os meus jogadores. Isso é que é difícil para mim. O resto? Zero”.

Importância da vitória: "As vitórias são dos jogadores por tudo, pelo que jogam e porque acreditam no que o treinador tem de plano. A equipa jogo após jogo está melhor. Hoje no ataque posicional fez um golo espetacular. Está a crescer com os cinco momentos do jogo, isso é meio caminho andado para que as vitórias apareçam. Quando tens jogadores... Tem muita qualidade esta seleção."

Pressão a defender: "É o que passo. Comigo, o futebol é um risco, um risco calculado. Estamos a defender no campo do adversário. Defendemos de três maneiras diferentes, sempre um pressing constante ao portador da bola, é desgastante, é arriscado, mas os jogadores acreditam. Eles disseram-me que se for preciso ir sacar o avançado à outra área, vão."

Sente o grupo consigo após o caso Ronaldo? "Sinto. Não há nada para o grupo não estar comigo. Percebo a pergunta. O importante é o que temos a fazer. As coisas que acontecem não separam o grupo, não nos separou e não nos vai separar."

Vitória importante: "Importantes são todas. É a vida de um treinador. A defesa de um treinador sabe o que se chama? Esqueça todos os nomes. Chama-se vitória. O resto, os nomes que querem pôr nisto, é zero."

O que lhe disse Ronaldo? Aceita-o de volta se quiser voltar? "Uma vitória com muita qualidade, com quatro golos, uma exibição em nível alto. Não pode passar em claro, é mais importante que tudo o que aconteceu. É nisso que me quero focar. Regressando a Portugal, o povo vai lutar no Dragão."

"Se me arrependo? Não, zero"

Arrepende-se de dizer que há jogadores com outro estatuto? "Não. Zero, continuo a pensar da mesma forma. Há jogadores com estatuto, é claro como a água. E depois as regras são iguais para todos. Sempre pensei assim na minha carreira e vou continuar a pensar."

O que aconteceu com Ronaldo fá-lo repensar? "Nada mudou. Há jogadores com estatuto, mas as regras são iguais para todos. Sempre pensei assim ao longo da minha carreira e vou continuar a pensar."

Tudo sobre o caso Cristiano Ronaldo

Cristiano Ronaldo abandonou a 30 de setembro o estágio da seleção portuguesa, na véspera do jogo com a Dinamarca, para a Liga das Nações. "A seu tempo, direi a verdade a todos os portugueses", prometeu o avançado de 41 anos, depois da bomba que caiu sobre o futebol português.

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O adeus de Ronaldo à seleção
O adeus de Ronaldo à seleçãoGetty Images via AFP

Equipa sofre e volta para a frente: "É muita experiência dos jogadores, que jogam em grandes equipas e passam por processos na carreira deles, parecido ao que aconteceu hoje. Acreditam, é o mais importante, que a equipa acredita coletivamente no que faz. Dos três, foi o melhor jogo. É normal. São mais alguns treinos que se fizeram, que para os outros não houve tempo para alguns momentos do jogo. O golo do Gonçalo (Ramos) é jogada fantástica, o do João (Félix) também, mais de contra-ataque. É desenvolvido estes dias na repetição do nosso ataque posicional. O futebol tem cinco momentos de jogo e é muito importante conhecê-los. Continuamos na bola parada a dar boa resposta contra equipas fisicamente mais poderosas. Faz com que se esteja mais perto da vitória. Foi vitória, não digo importante, porque são todas, mas em que cada vez mais acreditam no que estamos a fazer."

Equipa está bem e recomenda-se? "A equipa passou uma mensagem de qualidade. Uma equipa que arrisca a defender, se repararem o avançado pressiona dentro de área. É uma equipa que aceita o risco, acredita nessa ideia e tem muita qualidade."

Apoio dos adeptos: "Não ouvi assobios de adeptos portugueses... Mas o importante, até numa vitória, é respeitar os adeptos que fizeram muitos quilómetros. Eu fui um treinador emigrante nos últimos anos e de facto quando estás no estrangeiro sentes-te mais português. Por isso tenho muito respeito por esse sentimento."

"No Al Nassar até bombo tocava... com o Cris"

Apontou para os adeptos: "Se vocês olharem para o que fiz nas outras equipas é igual. No Al Nassr até bombo tocava... com o Cris (Ronaldo). Mas acho que todos estão contentes por Portugal apresentar um jogo com grande maturidade e ideias de risco. Na vida de treinador só há um dado que nos garante, que é a vitória."

Acha que tem o país consigo? "Não sei. Gostava que estivesse."

Importância de ganhar no Dragão: "Vai ser importante conseguir uma vitória perante os nossos adeptos porque é isso que demonstra a qualidade e a força da equipa."

Exibição de Bruno Fernandes: "Fez uma segunda parte melhor do que a primeira. Eu exijo determinadas coisas para quem joga naquela posição, disse-lhe isso ao intervalo e depois esteve melhor. Fez um passe teleguiado para o Vitinha e esteve muito bem."

Dificuldade no controlo da profundidade: "Estamos a falar de duas coisas. Está a falar do segundo golo. É o risco. Tens de decidir se queres jogar na pressão no meio-campo adversário e homem a homem. O treinador da Dinamarca obrigou os avançados a sairem dos centrais e os meus centrais a irem aos dois homem a homem. É o risco, mas faz parte."

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