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Como chega o Real Madrid: "É um jogo de campeonato, vale três pontos e também tem de servir com este pragmatismo de que são três pontos que estão em disputa."
Desconexões da equipa: "Não sei se vou conseguir (evitar). A minha intenção e a dos jogadores é essa. Tentámos encontrar algum dia, momento, pequenos períodos para trabalhar aspetos que temos de melhorar e é um processo. Estamos juntos há poucos meses, disputámos sete ou oito jogos oficiais, há que melhorar. Mas também alcançar resultados e é para isso que trabalhamos. Ontem e hoje trabalhámos porque há coisas que precisam de ser melhoradas. Temos muita confiança em nós próprios, mas a humildade de saber que temos de trabalhar para evoluir."
Penáltis: "Agora já é tarde. Nesta outra jornada também há mais perguntas que me poderias fazer. Podias perguntar-me o que penso do Elche ter terminado com 11 jogadores. Mas se entrarmos por aí, vamos chegar ao jogo de amanhã e, apesar de ser um pouco estranho que há uma semana já soubéssemos quem era o árbitro de amanhã, prefiro dizer que se foi nomeado é porque tem qualidade e experiência suficiente para esta dimensão emocional. Agora tem toda a minha confiança, depois do jogo logo veremos."
Hora da conferência de imprensa: "Não fazia ideia de quando falava o Simeone. Depois do treino saí para ver o máximo possível do jogo do Bernabéu. Não há vantagem em falar antes ou depois do Diego."
Jogo especial para Vinícius Júnior: "Para todos da mesma forma. O mesmo para jogadores que estão há mais tempo nessa série ultranegativa de que falaram antes, mas estamos juntos, conscientes da dificuldade do jogo, um dérbi que é cultura, história do futebol e da cidade, que significa sempre algo mais. Mas o jogo é tão importante para o Vini como para qualquer um dos outros."
Camisolas de Ceuta: "Eu falo de futebol."
Preocupa ganhar sem jogar bonito como faz o Barça: "Penso que historicamente o Real Madrid não pode estar a comparar-se com ninguém. Falo de nós, dos nossos problemas, das coisas que temos de melhorar. Apesar de perceber que nestes meses do meu segundo período é difícil ouvir algo positivo sobre o Real Madrid, continuamos o nosso trabalho com humildade, e muito conscientes do poder que temos individual e coletivamente, das coisas muito boas que também temos na nossa equipa. Nos três jogos em que chegámos aos minutos finais a precisar de marcar para vencer ou empatar com o Betis, com uma força física, psicológica, entrega e determinação... pode dizer-se claramente, não é normal estar a ganhar 0-2 ao Elche e estar empatado aos oitenta e tal minutos, mas não é normal esse empate e depois ainda ter outras oportunidades, marcar e vencer. Também não é normal o que aconteceu frente ao Betis nos últimos minutos. Para além da qualidade, tem uma força muito importante que é a de um grupo. Tenho confiança de que, independentemente de tudo, o campeonato é uma maratona, não é sempre uma autoestrada sem qualquer obstáculo. Lá estaremos."
Plantel do Atlético de Madrid, a que nível estará: "Não me peças para comparar plantel com plantel, Oblak com Courtois e Romero com Rüdiger. O que digo é que é um plantel forte, com muitas soluções, com um treinador que sabe o que quer, que escolhe jogadores de que gosta, que é o seu ADN, com muitos anos de trabalho. É uma equipa que olho para eles e considero que vão estar a lutar pelo campeonato, é assim que os vejo."
Evolução a defender: "De acordo com os meus jogadores. Uma coisa é a tua ideia de futebol que mais gostas nos diferentes momentos do jogo, da organização da equipa. E outra é o que podes fazer com os jogadores que tens. Uma das qualidades é que sempre tentei adaptar-me aos jogadores. O meu Inter podia estar 90 minutos em bloco baixo, três dias e não sofríamos um golo nem por nada. São perfis de jogadores. Se me perguntas se gosto de defender em bloco baixo, digo-te que gosto de saber fazê-lo porque é muito difícil durante um jogo não passares por esses momentos, tens de saber. É uma das coisas que estamos a trabalhar para melhorar. Não significa que é o que queremos, mas temos de saber que vamos passar por momentos assim. É preciso saber estar e competir."
Motiva mais um Clássico ou um dérbi: "Igual. Motiva-me tanto jogar a próxima jornada com o Villarreal como num Clássico ou dérbi. A nível de motivação é igual para mim. Os Clássicos e dérbis são cultura, história, e obviamente por isso têm algo mais. Mas quando falo de motivação, essa é diária."
"Cultura de dérbis e qual mais o marcou: "É difícil porque quando vestes a camisola de um clube passas imediatamente a sentir o significado de tudo isso. Não há um dérbi em que vás pela rua na semana anterior e te digam vamos matar a Juve ou outro. Ou te isolas e não tens contacto, ou a mensagem chega. São todos dérbis especiais. O que mais me surpreendeu, por inesperado, foi o Milan-Inter porque pensava que havia um pouco de ódio e surpreendeu-me porque têm boa relação, são amigos, o ódio está um pouco mais a norte. Em Portugal ou na Turquia, missão impossível."
Admiração por Simeone: "Dizem-se muitas parvoíces ao longo de uma carreira, influenciados pelo momento... ou respeitas ou não respeitas. Quando me contactaram para falar com o Diego para o seu documentário, não hesitei um minuto. Ele sabe o que sinto, o que penso. Somos rivais, mas companheiros de guerra."
Paragem longa e calendário: "O que podemos fazer, só nos podemos adaptar. No nosso caso ficam quatro jogadores durante 20 dias. Depois vão chegar três, quatro ou dois dias antes do Villarreal. Os brasileiros vêm da Índia, o Valverde dá a volta ao mundo para vir, os europeus com quatro jogos duros da Liga das Nações ao mesmo nível. Espanha joga com Inglaterra, França com Turquia... são muitos jogos. No meu caso é muito duro porque chega o Villarreal e depois a Roma. Mas significa que tens jogadores muito bons. Vamos tentar ter muita atenção aos minutos que jogam, se nos derem acesso aos treinos que fazem. Tentaremos ser o mais clínicos possível."
Tchouaméni e a ausência da seleção de França: "Não tive qualquer influência na decisão. Não liguei ao Zidane nem ele a mim. Apanhou-me um pouco de surpresa, sei que treinador e jogador conversaram e acordaram que o melhor seria, depois deste jogo, ter tempo para fazer a pré-época que não fez. O treinador conta com ele para o futuro e é um privilégio porque terá os seus dias de descanso e depois a sua pré-época para trabalhar e estar mais forte para o que aí vem."
100 dias no Real Madrid: "A nota que me dou é que dei o máximo. E assim temos de continuar para melhorar todos os dias em todos os níveis. Não se trata apenas de treinar e jogar. O trabalho é muito mais global na construção da parte desportiva de um clube. Não penso que a nota seja negativa nem perfeita, mas sim que dei o máximo e assim vou continuar."
A derrota do ano passado no Metropolitano: "Não sou pessimista, não quero pensar nem para o bem nem para o mal. Como treinador espero que corra bem."
