“Este projeto será altamente transformador porque coloca a cidade no centro enquanto ‘hub’ ligado à economia azul, que é a economia do futuro, à investigação e ao estudo das questões marítimas”, disse o presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte, durante a reunião pública do executivo municipal, na qual a proposta foi aprovada com a abstenção dos cinco vereadores do PS.
A cedência, até 2040, e adaptação do edifício Kasa na Praia para acolher a sede da Ocean Race custará até três milhões de euros.
O imóvel, devoluto desde 2021, está localizado entre o Castelo do Queijo e a Praia Internacional e foi transferido do Estado para o município em julho.
O autarca, eleito pelo PSD/CDS-PP/IL, salientou que a autarquia vai aproveitar para fazer obras no aquário, localizado na Avenida do Brasil, e construir um Museu dos Oceanos, cujo investimento rondará os quatro milhões de euros.
Já em termos desportivos, a partida da principal regata da Ocean Race vai começar no Porto nas próximas três edições (2031, 2035 e 2039).
Até agora, a corrida tinha início em Alicante (Espanha), onde estava a atual sede e onde criou mais de 1.000 empregos, gerou mais de 33 milhões de euros de receita fiscal em Espanha e recebeu mais de 300 mil visitas.
Pedro Duarte assinalou que, em Alicante, por cada euro investido houve 11 de retorno.
“O retorno para a cidade será previsivelmente gigantesco”, antecipou.
Revelando que o Turismo de Portugal vai investir 48 milhões de euros neste evento, o presidente da câmara destacou que este vai atrair um novo perfil de turistas, desenvolvimento, novos talentos, emprego qualificado e economia.
E será, igualmente, uma oportunidade para alterar a zona onde se vai localizar a sede, acrescentou.
A Ocean Race é a mais antiga e conhecida regata em torno do mundo, com escalas, e que se realiza de três em três anos.
