Recorde aqui as incidências do encontro
A primeira vantagem da eliminatória, por jogar em casa e contar com mais de 30.000 almas a darem tudo pela equipa, foi desperdiçada pelo Málaga. Recebidos em apoteose, os comandados de Funes entraram ansiosos. As primeiras oportunidades pertenceram ao Almería, por Embarba e Arnau. Aos blanquiazules custava-lhes imenso mostrar a habitual frescura e alegria ofensiva.

Foi Niño, titular no lugar do goleador Chupe, o primeiro a testar as luvas de Andrés Fernández. Mas cada perda de bola, cada espaço livre era rapidamente ocupado por um adversário que trabalhava muito bem sem bola, fechando os corredores a Larrubia e a Aarón Ochoa, outra novidade no onze. O ritmo do jogo era, assim, o que Rubi pretendia para a sua equipa. E quase sem mais aproximações à baliza chegou-se ao intervalo.
O treinador da casa mexeu na equipa com a entrada de Joaquín após o reatamento. A posse de bola era claramente do Málaga, mas a sua capacidade de criar perigo era mínima. Os rojiblancos resistiam sem grandes sobressaltos, apesar das tentativas de um Larrubia desinspirado e do já referido Joaquín, que só conseguiu libertar-se uma vez de Chirino. Ainda assim, que remate que fez e que defesa de excelência assinou Andrés.
Nem mesmo a entrada em campo de Chupe teve o efeito desejado. Rodrigo Ely mandou e muito no centro da defesa, impedindo qualquer aproximação. Aliás, em contra-ataque, os indálicos podiam ter desequilibrado a balança. Mas Melamed precipitou-se num remate frontal. Pouco depois foi a vez de Embarba obrigar Alfonso Herrero a uma boa defesa.
O Almería terminou claramente melhor, e agora, perante os seus adeptos, será quem tem a vantagem. E é importante recordar que o empate após prolongamento garante-lhe a subida.

