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LaLiga: Remontada rápida e polémica do Getafe frente a um Sevilha conformista (3-1)

Satriano celebra o seu golo
Satriano celebra o seu goloANGEL MARTINEZ / GETTY IMAGES EUROPE / GETTY IMAGES VIA AFP

Uma assistência de Félix Correia não foi suficiente para o Sevilha, que saiu da deslocação ao Getafe derrotado, por 3-1, num encontro a contar para a 11.ª jornada que terminou com muita polémica, mas que serviu para tirar o conjunto de Bordalás da má fase de resultados e da zona de descida da LaLiga.

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Depois de mais de um mês sem vencer no campeonato, os homens de José Luis Bordalás, que há pouco tempo protagonizou uma acesa troca de declarações com o presidente do clube, tinham de dar argumentos aos adeptos desde o início. O ambiente não é positivo e o facto de a equipa estar em zona de despromoção também não ajuda. A isso junta-se um calendário muito exigente, devido à participação na Liga Conferência. Esta temporada é, sem dúvida, mais um desafio para o técnico alicantino.

Notas dos jogadores
Notas dos jogadoresFlashscore

Para lá de uma situação de bola parada em que Sebastián Boselli rematou ao lado, os madrilenos ofereceram muito pouco ou nada no ataque. A defesa visitante deixava algumas dúvidas nos duelos ao longo de um jogo que, de modo algum, convenceria a China a recuar no veto à LaLiga por causa das palavras de Kylian Mbappé. Pouco a pouco, contudo, a equipa orientada por Luis García Plaza foi dando passos em frente.

Aos 19 minutos, um canto cobrado por Félix Correia ao primeiro poste deu origem ao 0-1. Como se estivesse no jardim de sua casa, Kike Salas chegou como um obus e rematou para o fundo da baliza com um cabeceamento extraordinário à entrada da pequena área. Nos últimos três jogos, o Geta sofreu seis golos de bola parada, um registo tão péssimo quanto surpreendente. A lesão de Isaac Romero, que deixou o seu lugar a Isaac Romero, foi a pior notícia para os andaluzes.

Dinâmica do jogo
Dinâmica do jogoFlashscore

Os sevilhanos dominavam no marcador e no relvado, com Lucas Stassin a rematar após passe de Juan Iglesias na procura do segundo golo. Depois, David Soria teve de intervir noutra jogada de ataque, agora pela esquerda e com Chidera Ejuke em destaque, para evitar que a diferença aumentasse. Chegou-se assim ao intervalo, com os adeptos da casa resignados perante a exibição de jogadores que não davam sinais de reação.

Uma grande jogada de Martín Satriano, que terminou com uma enorme defesa de Odisseas Vlachodimos a remate de Andrés García, devolveu a esperança aos adeptos. Estes passaram do lamento à celebração no golo de Enes Ünal, aos 68 minutos, quando o turco concluiu uma grande jogada do avançado uruguaio. A passividade da defesa sevilhana foi alarmante, com uma indolência imprópria da elite por parte de vários futebolistas, entre eles o autor daquele que era, até então, o único golo.

Com os anfitriões lançados para a frente, surgiu a grande polémica: Andrés cometeu falta sobre Bueno —expulso mais tarde—, ou foi isso que entendeu o árbitro assistente ao levantar a bandeira. O árbitro mandou seguir e Satriano acabou por introduzir a bola na baliza (73'). Agoumé, aliás, desinteressou-se do lance ao ver o auxiliar. Por fim, García Verdura dirigiu-se ao monitor e considerou que o contacto não era suficiente. Golo, remontada e festa total com o 3-1 de Mangala (90+4'), que permitiu ao Getafe sair da zona de descida.

Estatísticas do encontro
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