Recorde as incidências da partida

A jogar em casa, o Estudiantes sabia que estava perante uma das melhores oportunidades para ganhar vantagem nesta fase decisiva da competição. A equipa argentina apostou no fator casa e no apoio dos adeptos como principais trunfos, com o objetivo de pressionar o adversário desde os primeiros minutos.
Com maior domínio ofensivo, o Estudiantes procurou criar dificuldades ao Flamengo. Os argentinos levaram clara vantagem nos remates (21-5), incluindo nos enquadrados com a baliza (6-0), números que evidenciam as dificuldades ofensivas da formação brasileira. O xG também foi favorável ao Estudiantes: 1,09 contra 0,16.
A equipa argentina chegou com muito mais frequência à área adversária, tendo efetuado 16 remates no interior da área do Flamengo. Apesar de ter registado maior posse de bola (55% contra 45%) e completado mais passes (457 contra 367), o conjunto carioca revelou pouca profundidade no ataque. Ainda assim, regressou a casa com um resultado positivo, tendo em conta o que se passou dentro das quatro linhas.
Em teoria, o Flamengo parte em vantagem para a segunda mão, uma vez que lhe basta vencer perante os seus adeptos para garantir a presença na final. Já o Estudiantes terá de superar as dificuldades de jogar fora de casa, resistir à pressão dos brasileiros e procurar marcar ou, em último caso, levar a decisão para as grandes penalidades.

O Flamengo esteve longe de realizar uma grande exibição, com vários jogadores habitualmente decisivos, como Lino, Carrascal e Bruno Henrique, a revelarem pouca inspiração. Ainda assim, a equipa visitante conseguiu resistir aos momentos de maior pressão dos argentinos, que procuraram criar perigo sobretudo através de cruzamentos e lances de bola parada.
Empurrado pelos adeptos, o Estudiantes entrou melhor e começou por colocar à prova o guarda-redes Rossi. O Flamengo, pouco intenso, revelou dificuldades na saída de bola, mas conseguiu controlar as investidas iniciais dos argentinos.
Com o passar dos minutos, o encontro tornou-se cada vez mais disputado a meio-campo, com os dois guarda-redes a terem pouco trabalho. O Estudiantes conseguiu limitar o espaço de manobra dos jogadores mais criativos do Flamengo, procurando criar perigo através de bolas paradas e lances aéreos.

Na segunda parte, o Flamengo manteve uma postura conservadora, raramente ameaçou a baliza adversária e apresentou um futebol muito abaixo do seu potencial.
O Estudiantes, por sua vez, continuou à procura de um golo que lhe permitisse partir em vantagem para a segunda mão, mas não conseguiu desfazer o nulo. O empate sem golos acabou por refletir um encontro marcado por muitos duelos a meio-campo, pouca inspiração ofensiva e escassas oportunidades claras de golo.
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