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Ciente de que os seus jogadores estão motivados para enfrentarem “uma excelente equipa”, campeã nacional em título e líder da edição 2026/27 da Liga, com quatro triunfos em quatro jogos, sem qualquer golo sofrido, o técnico avisa que os minhotos vão passar “muito tempo a defender”, até porque ainda não atingiu o nível desejado para a temporada, sobretudo a nível ofensivo.
“Vamos estar muito tempo a defender. Não é o que mais gostamos, mas também é o que nos tem acontecido muito nesta época. O mais difícil de trabalhar é a parte ofensiva. Aí, sinto que a equipa ainda está um bocadinho atrás daquilo que queremos. (…) Com o FC Porto vamos ter momentos onde temos que dar as mãos, para defender a nossa baliza”, admitiu, na antevisão ao desafio marcado para as 20:15.
Apostada em dar seguimento ao triunfo conquistado em Rio Maior, perante o Casa Pia (1-0), com um golo num remate de letra de Francisco Domingues, candidato a um dos melhores do ano desportivo, a formação do concelho de Guimarães espera aproveitar os espaços que os dragões vão ceder na sequência da “pressão agressiva” que exercem.
“O FC Porto pressiona de forma muito agressiva. Esse tipo de pressão também gera espaços e eventuais desequilíbrios. Temos de estar preparados para os aproveitar. De certeza que vamos ter algumas ocasiões para criar perigo e chegar à baliza do FC Porto. A grande diferença nestes jogos é que chegamos menos vezes do que aquilo que queremos. Quando chegamos, temos de fazer a diferença”, perspetiva.

Ao leme de uma “versão claramente inacabada” do que pretende do Moreirense para a época 2026/27, o timoneiro salienta que os cónegos estão “no bom caminho” do ponto de vista defensivo, mas “bastante longe” do que devem fazer a nível ofensivo.
Convencido de que é preciso refletir sobre o mercado de transferências de verão, cujo encerramento, marcado para sexta-feira, dar-se-á com o campeonato já em curso, Vasco Botelho da Costa disse não ter certeza se haverá mais saídas e entradas, inclusivamente a de Chipyoka Songa, extremo de 21 anos.
“Sei que há ainda a possibilidade de chegar, mas não estou por dentro o suficiente para perceber se vai acontecer hoje ou amanhã (sexta-feira). Em relação a saídas, não sei de nada. Estamos tão próximos do jogo que o foco é quem tenho hoje para treinar. Não somos multimilionários para ir buscar quem queremos e não controlamos as saídas. O Moreirense é um clube vendedor”, assumiu.
O Moreirense, 11.º classificado da Liga portuguesa, com quatro pontos, visita o FC Porto, primeiro, com 12, em partida agendada para sexta-feira, às 20:15, no Estádio do Dragão, no Porto com arbitragem de António Nobre, da associação de Leiria.
