Univ. Craiova 2-0 Egnatia
Num momento de forma cintilante, a equipa de Filipe Coelho - que lançou o compatriota João Lameira no onze e Samuel Teles aos 65 minutos - entrou com personalidade no encontro. Nos primeiros 15 minutos, Nicusor Bancu e Stefan Baiaram deram os primeiros avisos ao criarem duas ocasiões soberanas que saíram por cima da baliza. Do outro lado, o Egnatia ainda assustou num remate perigoso de Fernando Medeiros no coração da área.

Após 20 minutos de equilíbrio e luta intensa, a formação romena assumiu o controlo absoluto da partida e chegou ao golo no momento certo: Alexandru Cicaldau aproveitou uma recarga na grande área para rematar rasteiro e colocado junto ao poste, assinando o seu terceiro golo da temporada.
Empurrado pelo momento favorável, o Craiova ampliou a vantagem pouco depois da meia hora, num tiro de longe ao ângulo de Bancu que não deu hipóteses a Mario Dajsinani.
Perante a desvantagem de dois golos, o Egnatia tentou reagir no reatamento e subiu as linhas. Altin Kryeziu testou a atenção de Laurentiu Popescu num remate rasteiro à entrada da área, e o guardião romeno voltou a agigantar-se a 20 minutos do fim para negar o golo a Medeiros num cabeceamento à queima-roupa. Depois de estancar a pressão dos albaneses, os homens de Filipe Coelho poderiam ter dilatado o marcador aos 83 minutos, mas Simon Elisor cabeceou por cima do travessão em posição privilegiada.
As réstias de esperança dos visitantes caíram por terra logo a seguir, quando Eneo Bitri viu o segundo cartão amarelo e o respetivo vermelho após travagem faltosa sobre Elisor. Reduzido a dez elementos, o Egnatia não conseguiu assustar na reta final, permitindo ao Craiova gerir a vantagem e selar o triunfo (11 vitórias e dois empates nos últimos 13 jogos).

Twente 3-1 Pafos
Vindo de uma goleada por 0-0 na Eredivisie, o Twente ameaçou a abertura do marcador logo aos 11 minutos, quando Wout Weghorst cabeceou à queima-roupa para uma defesa monumental de Radoslaw Majecki. No entanto, a primeira parte arrastou-se num ritmo morno, com os locais a dominarem a posse de bola, mas sem entrarem no bloco defensivo bem organizado da turma de Sá Pinto - que teve Alexandre Brito no onze e Guga e Domingos Quina nos últimos 10 minutos. Contra a corrente do jogo, o Pafos gelou o estádio aos 40 minutos graças a um míssil do meio da rua de Lélé, que disparou a 25 metros da baliza para fazer o 0-1.
A segunda parte começou na mesma toada, mas o encontro partiu-se após a hora de jogo. Aos 62 minutos, Lélé teve uma oportunidade soberana para bisar e dilatar a vantagem, mas esbarrou em Joel Drommel e rematou a recarga por cima da barra. A resposta do Twente foi imediata e letal: no lance seguinte, Ruud Nijstad cabeceou com sucesso após livre cobrado por Daouda Weidmann, restabelecendo a igualdade. A noite do avançado brasileiro Lélé passou do sonho ao pesadelo em poucos minutos. Logo a seguir ao golo do empate, viu Drommel travar-lhe novo cabeceamento perigoso e, no lance imediato, cometeu uma falta antidesportiva que lhe valeu o segundo cartão amarelo e a consequente expulsão.
Com mais um homem em campo, a equipa de Sá Pinto não resistiu ao sufoco neerlandês. Sondre Orjasaeter completou a reviravolta aos 77 minutos com uma finalização fria após passe magistral de Younes Taha, e Weidmann selou o 3-1 final aos 82 minutos a passe de oito metros da baliza.
Com este desfecho, o Pafos de Sá Pinto continua sem vencer na fase de liga e soma o sexto jogo consecutivo sem ganhar em todas as competições. Já o Twente segue no topo da tabela com nove pontos em três jornadas.

Monaco 2-0 Nordsjaelland
Sem Flávio Nazinho (suplente nos monegascos), a primeira parte abriu num ritmo morno - com apenas quatro remates e um enquadrado entre ambas as equipas -, mas começou com aviso de Folarin Balogun a pressionar a saída do guarda-redes Andreas Hansen logo ao segundo minuto. Aos 9, Paris Brunner viu a sua tentativa ser travada por duas vezes pela defensiva dinamarquesa e, na resposta, Ola Solbakken lançou a transição do Nordsjaelland, valendo o bom posicionamento de Eric Dier a fechar o ângulo de remate a Malte Heyde.

Os visitantes chegaram a ter mais bola, mas foi o Mónaco a demonstrar eficácia cirúrgica: no primeiro remate enquadrado, aos 32 minutos, Ilane Touré e Jordan Teze combinaram no corredor direito e serviram Takumi Minamino. O internacional japonês simulou o remate, tirou o guardião da jogada e cruzou para a área, onde Mathys Detourbet apareceu a encostar para a baliza deserta, estreando-se a marcar pelos monegascos. Dois minutos depois, Detourbet esteve perto do bis, mas Hansen foi rápido a sair dos postes.
A etapa complementar começou a todo o gás. Aos 48 minutos, Brunner colocou a bola no fundo das redes após combinação entre Minamino e Balogun, mas o lance foi anulado por fora de jogo. Quatro minutos volvidos, nova investida pela esquerda de Detourbet a culminar no cabeceamento certeiro de Minamino, novamente invalidado por posição irregular do avançado nipónico. O festival de desperdício continuou com Balogun a ver Hansen negar-lhe o golo com uma parada reflexo após cruzamento de Vanderson, e com o Nordsjaelland a apanhar alguns sustos na retina da sua defensiva. Tobias Salquist assinou um corte milagroso para desarmar Balogun aos 77', e Matthis Abline viu novo golo ser-lhe retirado por fora de jogo aos 84'.
A insistência dos monegascos acabou por dar frutos já nos descontos. Depois de Hansen ter travado um tiro de primeira de Minamino e uma tentativa de Abline, o golo da tranquilidade surgiu ao minuto 90+2: Detourbet recuperou a bola à entrada da sua área e lançou Abline em profundidade, com o avançado a percorrer o meio-campo dinamarquês em velocidade, ultrapassar dois opositores e selar o 2-0 final.

