Recorde aqui as incidências do encontro
Franclim Carvalho (treinador do SC Braga):
“Tinha dito que ia ser um jogo diferente (do da Taça da Liga) e deixa-me muito satisfeito não termos sofrido golos, fomos muito consistentes defensivamente. Soubemos gerir os timings de pressão, não me recordo de uma oportunidade do adversário, só um livre direto do Aranda perto do fim.
A minha equipa vai chutar muito à baliza, fizemos três golos e todos os momentos são importantes para marcar, mas o primeiro golo, logo a abrir a segunda parte, foi num momento importante, libertou-nos um pouco. Somos seres humanos e sentimos (a pressão), tínhamos um ligeiro peso e soltámo-nos.
Na quinta-feira (na Liga Europa), é esta cara que quero ver, como a da passada quinta-feira (na Taça da Liga) e a da anterior quinta-feira (com o Gent, na Liga Europa), mas não a que tivemos na Choupana (derrota com o Nacional), essa não pode voltar a repetir-se.
(Foi o click para desbloquear psicologicamente?) As vitórias ajudam obviamente, mas na quinta-feira já fomos melhores, perdemos nos penáltis, parabéns ao adversário que passou, hoje fomos muito melhores. É importante não nos metermos em bicos de pés, quinta-feira não podíamos entrar em depressão e agora não podemos entrar em euforia. Quinta-feira, temos um jogo muito importante para nós e temos que o ganhar.
Gorbu foi essencial? Finalmente, Gorby! São médios de características diferentes, precisávamos de alguma consistência para não haver desconfiança por isso é que o Vítor (Carvalho) jogou de início e conseguimos controlar o jogo. Depois, ele já tinha amarelo e, optámos pelo Gorby, que esteve bem e jogou para a frente. Tem facilidade de jogar com o pé direito e esquerdo e conseguiu transportar a equipa para a frente. Também queria realçar o Fran Navarro, que trabalhou muito e fez um grande jogo”.
Leia a crónica da partida
Ricardo Silva (treinador do Famalicão):
“Tentámos sair e conseguimos algumas vezes com sucesso, desbloqueando a pressão do Braga na primeira parte, mas fomos muitas vezes travados em falta e isso impediu-nos de chegar ao meio-campo adversário. Na segunda parte, tentámos, procurar a profundidade, mas não conseguimos ter sucesso. Com o primeiro golo animicamente colocou-nos mais para baixo e depois com a expulsão (de Rodrigo Pinheiro) ficou tudo ainda mais complicado.
Jogo menos conseguido em relação ao jogo de há três dias? Os jogos não têm comparação, a falta de chegada no último terço prende-se com essas faltas sucessivas e não termos procurado o espaço nas costas. Assim é difícil ter remates. Temos um, num livre do Aranda perto do fim, que é manifestamente curto e durante a semana vamos corrigir esse aspeto.
(Expulsão do Rodrigo Pinheiro) Não vi o lance da expulsão, não me compete estar a julgar, o árbitro é dono e senhor do jogo e se entendeu que foi assim, provavelmente foi isso. Tenho que ver também.
Não estou a pôr em causa a arbitragem, mas é factual, vendo as estatísticas vê-se que Braga fez mais faltas. Em algumas saídas nossas, que podiam ser boas para chegar ao último terço, foram paradas em falta. O árbitro ajuizou bem, marcou a falta, só estou a dizer que foi uma forma de nos parar, se eram merecedoras de amarelo ou vermelho não sei”.

