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Rui Borges responde às críticas e lembra histórico no Sporting: "O trajeto não é bom, é muito bom"

Rui Borges, treinador do Sporting
Rui Borges, treinador do SportingESTELA SILVA/LUSA

Rui Borges, treinador do Sporting, fez esta sexta-feira a antevisão à partida frente ao Arouca, da 7.ª jornada da Liga Portugal, agendada para sábado (20:30), no Estádio de Alvalade. Leia as declarações abaixo.

Acompanhe as incidências e relato do encontro

Análise ao Arouca: "É uma das boas equipas do nosso campeonato, apesar do último resultado negativo. O treinador deles foi treinador do mês. Gosta de valorizar o jogo, ter bola, mesmo com as equipas grandes gosta de dividir o jogo ao máximo. É uma equipa muito associativa. Esta época parece mais consistente em termos defensivos. Espera-nos um jogo difícil, mas estamos mais focados no que podemos fazer".

Clássico FC Porto - Benfica: "Estou preocupado apenas com o nosso jogo, fazermos tudo para conseguirmos uma vitória em casa, perante os nossos adeptos".

Falta de consistência: "Se olhar para a consistência, olho para a consistência da equipa técnica e tenho de falar de muitas coisas. Percebo a vossa parte, mas também já ganhei muitos jogos nos últimos minutos. É perceber como e porquê. Temos dois empates com dois autogolos, são coisas que não controlamos. Consistência? Tenho de puxar a cassete atrás. Fomos campeões nacionais, estivemos em duas finais da Taça de Portugal, esteve numa final e numa meia-final da Taça da Liga, disputou uma Supertaça, fez 82 pontos em duas épocas, num ano não chegou para ser campeão. É a equipa técnica com mais golos marcados à frente do Sporting, somos uma equipa que quer marcar e marca bastante. Eu olho para as coisas boas e temos sido bastante consistentes. Claro que temos de ser mais consistentes em alguns aspetos, mas estamos otimistas e bem connosco sobre o nosso trabalho de forma global, que tem sido muito positivo".

Histórico de confrontos
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Meio-campo: "O trabalho da pré-época tem sido um pouco igual. Agora tomamos decisões. Na pré-época é para percebermos dinâmicas e parte individual de cada jogo. Vamos pelas respostas que nos dão diariamente e melhores ligações que podemos ter na equipa. O Pedro (Lima) tem crescido imenso. O Jesse e o Irankunda estão a melhorar. O Pedro jogava numa equipa que jogava em bloco baixo, agora tem de tomar decisões mais rápidas. O Silas tem aparecido muito bem, está a crescer na exigência da Liga Portugal. À sua maneira, no seu tempo, irão ter as suas oportunidades".

Gonçalo Inácio convocado para a seleção: "Fico feliz por o ver na seleção. Demonstra que afinal não esteve assim tão mal como dizem. Não vou avaliar por um autogolo ou por falhar mais passes, falha mais porque arrisca mais. Tem feito um trabalho imenso no Sporting, está focado, tranquilo. Não há recado nenhum. Ele (Jorge Jesus) disse que ia jogar bem na seleção? Eu também o ouvi dizer que era a vossa opinião que não estava bem nos jogos, não era a dele. É aquilo por onde pegam. Acredito que irá aprender muito com o mister Jorge Jesus, que é um grande treinador e oxalá que ajude o Inácio a crescer em algumas coisas, ajude a melhorar e a fazer crescer".

Últimos jogos do Sporting
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Ausências: "O Ba e o Moncef estão fora da convocatória. O Blopa está por opção, porque já começou a treinar. O João Simões está convocado para jogo".

Quaresma e Flávio Gonçalves: "Escolheu aqueles que para eles são os melhores. A seleção dele é a minha. O Edu e o Flávio, a seu tempo, irão à seleção. Não tenho dúvidas disso. Sei as suas capacidades, o quanto trabalham e sabem o que têm de fazer de melhor para entrar nas futuras escolhas do selecionador. Estão tranquilos. Fico feliz por ver o Rui e o Inácio na seleção e não tenho dúvidas que no futuro estarão outros".

Saída de portugueses no mercado: "Esse crescimento, independentemente de ter jogadores portugueses, tem a ver com os jogadores que ficam. Não fugimos à formação, mas há momentos que não conseguiremos ter tantos jogadores portugueses como desejamos. Temos jogadores portugueses e da formação a subir à equipa principal. Em relação a compras ou não de jogadores portugueses, o nosso mercado é caro. Nós olhamos muito, eu gosto de olhar para os jogadores portugueses, mas o Famalicão, SC Braga, que estão atrás das equipas grandes, vendem jogadores muito caros. Mesmo as equipas de meio da tabela. Nem falo só dos jogadores portugueses. Isso condiciona as nossas compras. Nós, como clube, olharemos sempre para o jogador português".

Probabilidades de vitória
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Inácio titular: "Nem ele sabe se vai ser titular ou não. Ele está tranquilo. Há coisas que não se controlam. Tentou fazer o melhor possível, teve infelicidade de fazer autogolo. O golo sofrido não é dele, é da equipa. Fomos penalizados num jogo onde não deixámos o adversário criar quase nada. Nós queremos ganhar sempre, mesmo quando ganhamos não estamos sempre felizes porque queremos sempre melhorar. Há coisas que não controlamos. Preferia chegar ao fim do jogo e mostrar que estivemos desorganizados, perdemos duelos, deixámos o adversário criar muito, mas não consigo dizer isso. Fomos organizados. Podemos crescer em termos ofensivos, fizemos o suficiente para ganhar, mas podemos criar mais situações de golo. Estamos num crescimento contínuo, queremos crescer a ganhar, queremos lutar por tudo e essa é a exigência, seja com o Inácio, seja com outro. Ganha o grupo, perde o grupo".

Liderança: "Os capitães de equipa estão lá. Às vezes não é preciso ser o capitão de equipa. Há jogadores que são líderes por natureza e vão impor-se. Falta maturidade, mas não me preocupa. Faz parte. Temos de ajudar e puxar para alguns crescerem, mesmo jogadores novos têm de ter capacidade de se impor e entender a exigência Sporting".

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Importância de voltar às vitórias antes da paragem: "Vimos de um resultado menos positivo, temos de ganhar, jogar bem, melhorar. Vimos de um resultado menos positivo. É importante entrar na pausa com uma vitória. É importante para manter a confiança alta. Depois da pausa, temos uma deslocação difícil a Braga. Nesse contexto, independentemente de tudo isso, somos o Sporting e queremos ganhar, independentemente da paragem. Não dependemos só de nós nesse sentido. Para encurtar espaço, tem de haver um resultado menos positivo de quem vai à frente. Temos menos 4 pontos do que o queríamos".

Exigência dos adeptos: "Vai existir sempre. Temos de saber lidar com ela, a mim não me preocupa nada. Temos de perceber o contexto das coisas, olhar para o trajeto e perceber todo esse trajeto, não os dois golos. O trajeto da equipa técnica de Rui Borges não é boa, é muito boa: tive duas derrotas no Sporting para o campeonato. Queria ganhar mais, estive nas decisões e farei sempre tudo para estar lá. Seja no campeonato, seja na Liga dos Campeões. Nos últimos 20 anos nem sei se houve uma equipa portuguesa a fazer o que fizemos na época passada. Queremos ganhar muito mais, mas estou focado e bem com o nosso trabalho. Não caímos de paraquedas no Sporting. Estou tranquilo e motivado quanto ao futuro".

Flávio Gonçalves substituído: "Às vezes é questão tática, outra é gestão de jogo. Percebo que falem do Flávio, que fez golos e assistências, mas temos de ver a consistência do jogo dele e de todos os outros. Temos de ter equilíbrio para o crescimento dele e perceber 'fizeste golo, mas não fizeste tudo bem'. Temos de avaliar o jogador em todos os critérios, não só no golo ou assistência. É um miúdo predestinado. Tem de crescer, com os pés na terra. Teve paciência na época passada. Estreou-se comigo, mas não teve muito tempo de jogo. Tem de continuar nesse crescimento. No momento em que não perceber isso, vem para baixo outra vez. É um puto esperto e trabalha muito bem".