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Liga Portugal: João Gião lembra "surto viral", Pepa fala em justiça "para quem marca mais golos"

Pepa, treinador do Estrela da Amadora
Pepa, treinador do Estrela da AmadoraHOMEM DE GOUVEIA/LUSA

Declarações em conferência de imprensa após o jogo Nacional-Estrela da Amadora (2-3), da quarta jornada da Liga Portugal, disputado este domingo no Estádio da Madeira, no Funchal.

Recorde as incidências da partida

João Gião (treinador do Nacional):

"Ficámos ali um bocadinho intranquilos nos primeiros 15 a 20 minutos, logo a seguir ao golo. Depois, acho que estávamos novamente a equilibrar. O jogo ficou muito dividido, o Estrela com algumas aproximações, mas, fundamentalmente, com remates exteriores, de fora da área. E nós a chegar com alguma facilidade no último terço.

Acho que a saída do Filipe (Soares) tirou-nos um bocado de maturidade e estabilidade naquela altura. Ele é forte nos duelos, um jogador com muita alma também. E acho que, depois, há o lance decisivo do jogo, o penálti, no último minuto da primeira parte.

Na segunda parte, acho que não entrámos mal, tentámos assumir o jogo, como era a nossa obrigação a jogar na nossa casa. E, depois, sabíamos que o Estrela, em campo aberto, com muito espaço nas costas, é uma equipa que tem armas muito fortes na frente, com jogadores rápidos, que definem muito bem.

Tivemos alguns problemas com surtos virais esta semana. O Markus (Jensen), por exemplo, só ontem é que treinou, pois esteve a semana toda de fora. Não sei se terá tido algum impacto depois na lesão (do Filipe Soares), porque às vezes este tipo de surtos virais depois refletem-se em lesões musculares".

Pepa (treinador do Estrela da Amadora):

"Normalmente, a justiça tem a ver com quem marca mais golos. Mas, sinceramente, não foi uma vitória no sufoco, não foi uma vitória à sorte, não foi uma vitória (a jogar) encostados atrás e à espera de uma transição, de uma bola parada.

A equipa estava bem com bola. Apenas um pormenor ou outro que tínhamos de ser mais inteligentes na ocupação dos espaços. E na segunda parte, com bola, conseguimos manter esse registo.

Depois, sem bola, sentimos todos que a equipa estabilizou mais na segunda parte, na qual não demos grandes oportunidades ao Nacional. Também conseguimos ter bola com calma e com paciência, porque o jogo é isto mesmo. Em 90 minutos, temos de estar sempre ligados.

Ficamos chateados por sofrer dois golos, mas, ao mesmo tempo, soubemos ter esta capacidade de não entrar em frustração, mesmo estando a perder e voltar ao jogo, com paciência, sem fugir da nossa ideia de jogo".

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