“Essa etapa constitui um passo decisivo no processo de candidatura e permite agora que as três federações continuem os procedimentos previstos no regulamento da CAF, com vista à atribuição da CAN-2032”, informou a Federação Maliana de Futebol (FEMAFOOT), em comunicado.
Dirigentes das federações dos três países estiveram reunidos com o presidente da CAF, o sul-africano Patrice Motsepe, no sábado, nos Estados Unidos, e projetam um dossiê de candidatura “sólido e credível, que apresente uma nova visão para o futebol africano”.
“Congratulamo-nos com este importante passo em frente, que demonstra a vontade de três nações em unir as suas forças e capacidades para oferecer ao continente uma prova que cumpra os padrões internacionais”, salientou a Federação Nigerina de Futebol (FENIFOOT), em comunicado.
O Burkina Faso ainda não se pronunciou sobre a candidatura à CAN-2032, sendo que já acolheu a principal competição africana de seleções a solo em 1998, a exemplo do Mali em 2002, enquanto o Níger nunca a recebeu.
Mali, Níger e Burkina Faso integram a Aliança dos Estados do Sahel (AES), um pacto de defesa criado em setembro de 2023 entre as juntas militares que passaram a governar cada país, na sequência de golpes de Estado.
A 36.ª edição da CAN vai ser disputada em 2027, de 19 de junho a 17 de julho, sob inédita organização tripartida entre Quénia, Uganda e Tanzânia.
O torneio conta com 24 seleções e costuma realizar-se a cada dois anos, mas terá uma periodicidade quadrienal a partir de 2028.
Marrocos foi declarado campeão africano em março, apesar de ter perdido dois meses antes a final da CAN2025 disputada como anfitrião frente ao Senegal (1-0, após prolongamento), que abandonou momentaneamente o relvado em protesto contra a equipa de arbitragem e recorreu dessa decisão da CAF para o Tribunal Arbitral do Desporto (TAS).
