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Gil Vicente: "É um adversário de qualidade, que não vem de um bom resultado em casa, mas que começou bem a época e que tem sofrido poucos golos. Tem qualidade e organização com e sem bola. Jogadores fortes num um contra um no último terço. É uma equipa que nos pode criar problemas. Jogamos nós em casa, e vindos de um bom momento, temos de manter os mesmos princípios como equipa: o nosso compromisso, a nossa ideia, a atitude competitiva e colocar qualidade no jogo."

Pouco tempo de preparação: "Sabíamos que iríamos ter um calendário bem preenchido nos últimos 15 dias, mas começámos desde 23 de julho a fazê-lo. Acho que só tivemos duas semanas para preparar jogos. Amanhã é tentar ganhar o jogo e conseguir os três pontos, o nosso grande objetivo".
Chamada de Prestianni à seleção da Argentina: "Sou treinador do Benfica, não vou estar a fazer um comentário. Vão ter de perguntar ao selecionador ou esperar pela convocatória. Não é algo que possa controlar. A minha opinião ficará para mim. Estamos aqui para tentar tornar os jogadores do Benfica serem melhores. Se são ou não convocados... Esperar para ver o que irá acontecer. O que interessa é que ele mantenha o foco para chegar onde chegou. Desde que cheguei ao Benfica trabalhou de forma exemplar. Tem talento e consegue expressar o seu futebol nos jogos, mas antes disso há muito trabalho que um profissional tem de fazer."
Echeverri: "Como outros, teve pouco tempo para treinar. Chegou mais tarde, está a adquirir rotinas... Pouco tempo para treinar, viagens atrás de viagens. Está a adquirir as nossas dinâmicas, conhecer os colegas, os posicionamentos que ele joga. A seu tempo, terá a sua oportunidade. Iremos ver se será agora ou mais à frente. Está preparado para ir para dentro de campo e ajudar a equipa".
Alexander Bah: "Bah não está disponível. Está a recuperar bem e fiquei feliz por vê-lo no campo a trabalhar individualmente."
Aposta em Prestianni em zona interior: "O Prestianni jogou por dentro como já tinha dito que podia acontecer. É um jogador num muito bom momento. Connosco começou a jogar no corredor esquerdo, não tantas vezes no centro, mas sabia que tem essa capacidade. Sem bola, naturalmente, terá de continuar a trabalhar. Teve um impacto muito grande no jogo, com algumas permutas com o Andreas. É a dinâmica que vemos na equipa. O impacto de ambos na Madeira foi muito bom e depois são treinos. A resposta foi boa. Hierarquia? Percebo a questão, mas não crio hierarquias. Os jogadores sabem que podem estar lá dentro e que a qualquer momento podem estar noutro lado. Têm de estar preparados".

"Palhinha não é uma aposta minha, é uma aposta do Benfica"
Aposta em João Palhinha foi pessoal? "Palhinha não é uma aposta pessoal minha, é uma aposta do Benfica. Às vezes, vocês dizem que um clube contratou um jogador que o treinador não queria. Foi meu jogador no Fulham e depois foi para um grande clube como o Bayern e agora está num grande clube como o Benfica."
Benfica é a melhor equipa a jogar em Portugal? "Não entro por aí porque isso vê-se no fim. O campeonato é muito longo".
Balanço dos três meses à frente do Benfica: "A equipa ainda tem muito a melhorar. Disse aos jogadores, após o último jogo, quando lhe dei os parabéns pela boa exibição que tivemos, em mais um relvado difícil para jogar... Nem sempre falo, mas dei os parabéns aos jogadores e disse que estava muito satisfeito. Ver cantos ofensivos e fazemos recuperações em meio-campo defensivo com o Rafa, o Pavlidis e o Durán a levar amarelo por uma falta tática... Os avançados a reagir em momento defensivo, isso deixa-me orgulhoso. É um princípio que quero na nossa equipa. Mas, ao mesmo tempo, também lhes disse que o caminho é muito longo. Duras batalhas estão para vir. Ainda estamos a integrar alguns jogadores. Há muita coisa a melhorar e perceber dentro do desenvolvimento normal da equipa. Estamos longe, mas satisfeitos e orgulhosos pelo comportamento dos jogadores, que estão sempre preparados para ouvir e aprender. Estamos no início de um processo. Se olharem para a linha defensiva da época passada, vejam quantos jogadores que não está cá. Há muitas diferenças e demora o seu tempo para chegarmos à ideia que nós queremos. Os jogadores sabem que estamos apenas no começo. Há muitas batalhas para vir".
Titularidade na baliza: "Eu admito que o Trubin possa jogar a qualquer momento que nós precisemos. Da mesma forma que decidimos começar com ele e depois entrou o Samuel. Poderá acontecer o Samuel. Temos também o Diogo, na equipa B, que está a dar os passos certos para ser um guarda-redes de grande futuro. Quando for o momento para jogar, o Trubin estará pronto, porque ele tem treinado nesse sentido. Sobre renovações, não vou fazer comentários."
Titularidade de Banjaqui: "Jogou no último jogo e continuamos a ter outras soluções. O Banjaqui é a solução mais direta. Compete-me a mim decidir. Vão ter de esperar por amanhã".
Criar uma equipa que seja competente em todos os momentos do jogo: "Sem dúvida. Fala-se muito do jogar bem e jogar mal, mas não há equipa que possa ganhar se não for competente em todos os momentos do jogo. Não há volta a dar. Se não formos capazes de reagir quando perdemos a bola... Vamos ter dissabores. Tivemos um empate com dois erros perfeitamente evitáveis. É verdade que criámos bastante, mas se não tivéssemos sofrido teríamos ganho. Mais do que marcar muitos golos, penso que o mais importante é não sofrer e digo-vos já que o Gil Vicente não será fácil, porque é uma boa equipa".
