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Como está a equipa para regresso à Liga: "A equipa está bem, confiante, depois de mais uma boa vitória na Liga Europa. Após a paragem, três vitórias. Bons resultados, jogos positivos... Dá-nos confiança. Pouco tempo entre os jogos, mais a viagem, mas não serve de desculpa porque sabemos o que é o calendário. Temos de estar capazes de dar respostas. Um adversário forte, com um excelente trabalho do Petit. Chegar a esta fase sem qualquer derrota é um sinal positivo. Além disso, percebe-se que tenta sempre ter uma organização muito boa. É uma equipa que tenta ter alguma iniciativa, especialmente em casa. Bons jogadores na frente de ataque, nos corredores... Uma equipa muito boa que nos irá criar problemas".
Jhon Durán e Leandro Barreiro: "Vou dar uma novidade. O Durán vai viajar connosco para os Açores. Se era até ao próximo ano, de três meses baixou para três dias. Banjaqui estará fora. São muitos, infelizmente... O Enzo, o Leandro, o Kaminski também ainda estará fora. Durán convocado e pronto para jogar, se necessitarmos. Barreiro? Não vou dar nenhuma data".

Acionar opção de compra de Echeverri: "Dizia que temos muito tempo para o fazer, para analisar, para o integrar. Qualidade tem muita, como já viram. Se não tivesse, não teríamos feito aquele movimento já perto do fim do mercado. Pedi à direção para encontrar o jogador certo e que eu conhecia bem do pouco tempo que teve em Inglaterra. Temos uma decisão a tomar e temos todo o tempo para o fazer. Não há que tomar uma decisão a correr. Sabemos do talento que temos dentro de casa. Tenho a certeza que o jogador irá dar muito e melhorar. Teremos todo o tempo para o fazer. Não é necessário precipitação. No momento certo, iremos tomar as melhores decisões para o Benfica".
Benfica sem margem de erro: "Compreendo a questão. No pré-jogo com o Vitória foi a mesma questão. Eu disse que nos compete olhar para nós. Não é agradável olhar para a classificação. Quem não gostar de olhar que não olhe. Se não tiver influência, podem olhar. A partir do momento em que preparámos uma época, sabíamos que a maioria das vezes íamos jogar depois dos adversários porque estamos na Liga Europa. Jogando a maioria dos jogos à segunda-feira isso irá acontecer. Hoje irá jogar outro adversário e não sabemos qual será o resultado. Não controlamos, não adianta gastar energia. Temos de nos focar nos 3 pontos e é nesse foco que temos que estar."
Benfica pratica melhor futebol que FC Porto e Sporting? "Já está a repetir a questão... Às vezes gosto de fugir à pergunta (risos). Há várias formas de ganhar. Às vezes queremos jogar daquela forma e não conseguimos. Temos de ganhar jogos e cada equipa técnica opta pela sua forma de jogar. Não tenho de fazer essa comparação. Temos o nosso caminho e queremos segui-lo. Não queremos ser os mais bonitos da festa, queremos progredir como equipa e conquistar títulos".
"Não quero bater muito no futebol português"
Esteve muitos anos em Inglaterra, já disse que Portugal vende mal o campeonato. Expressões como bomba e sangue prejudicam? "Nem sequer vou entrar por aí... Não quero bater muito no futebol português. Não fui obrigado a voltar, voltei porque quis muito estar aqui. Não vou estar aqui sistematicamente... A questão dos relvados foi na Madeira, mas já se teve de mudar um relvado a meio da temporada (Estrela da Amadora). Quem vai ao estádios, que possa assistir a bons jogos. Todos os jogadores gostam de jogar em bons relvados. Quando vemos jogos na televisão, gostamos de ver bons espetáculos. Temos bons treinadores que se mostram pelo mundo inteiro. Se pudermos oferecer melhores condições aos nossos jogadores, ainda melhor. Em relação ao resto, não vou entrar por aí".
Santa Clara é o teste mais difícil nesta altura? "É difícil prever... A classificação diz-nos que sim. Olhando para a qualidade do Santa Clara - organização e qualidade - vai criar-nos dificuldades. O relvado também não é muito fácil, até pelas condições climatéricas. É um relvado que cria, por vezes, dificuldades. Esperamos um bom jogo e temos de estar preparados para que o jogo nos irá ditar. Temos de ser capazes de resolver. Somos uma equipa que leva a inspiração para os jogadores. Teremos de assumir a nossa responsabilidade: chegar lá e impor o nosso futebol".

Há 37 anos que o Benfica não marcava tantos golos: "É um bom sinal. Independentemente dos golos marcados, gosto de não sofrer. Gosto de incutir isto nos jogadores. Não há nenhuma equipa sólida que não saiba sofrer golos. Posso dizer que fiquei muito satisfeito com o resultado do Omonia, mas também fiquei furioso com o golo que sofremos. Mesmo com estes golos marcados, tivemos capacidade para marcar mais. Muito satisfeito. Quando se recua tantos anos num clube como o Benfica, é um sinal positivo e que estamos a fazer as coisas bem. Não fazemos tudo bem, estamos muito longe de ser perfeitos... Há um caminho muito longo. Há aspetos que temos de melhorar. Estamos no caminho certo. Tinha a possibilidade de ir a muitos estádios e gostava bastante de alguns jogadores do Benfica. Lembro-me perfeitamente, já lá vai algum tempo".
Rafa e Schjelderup a perderem influência: "Não querendo entrar em explicações muito profundas, em relação ao Rafa foi um arranque tremendo de época. É óbvio que se fale dos números dos últimos jogos. O importante para nós é que quando alguns não estão num nível tão alto, os outros possam aparecer. O nosso objetivo é que os golos e as assistências estejam espalhadas. O Rafa continua a dar o máximo em todos os jogos. (...) A nossa confiança é que ele vai voltar ao seu melhor, para poder dar à equipa aquilo que já deu. Em relação ao Schjelderup, percebo a questão... Ele jogou com o Vitória e com o Omonia. Não jogou um jogo. O Prestianni também não jogou um jogo. Há aqui uma questão que é clara: tem a ver com o rendimento do Prestianni à esquerda, que tem sido fenomenal. Temos usado o Prestianni muito à esquerda, que é onde ele rende mais. O Andreas é um jogador que eu adoro. É uma competição muito grande entre os dois. Gostava muito de conciliar os dois no onze. Gostava muito de fazer isso. Contra o Vitória fizeram os dois um belíssimo jogo. Compete-me a mim, tendo em conta o adversário. O meu objetivo, não esquecendo o melhor para a equipa, conciliar os jogadores que melhor interpretam o jogo no mesmo onze".


