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Margarida Balseiro Lopes aponta futebol como exemplo para o resto do país

Margarida Balseiro Lopes, ministra da Cultura
Margarida Balseiro Lopes, ministra da CulturaANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA

A ministra da Cultura, Juventude e Desporto apontou esta quarta-feira o futebol como um exemplo para o resto do país, reconhecendo que as políticas públicas devem acompanhar o desenvolvimento desportivo.

Na sessão de abertura da segunda edição da conferência Portugal Football Summit, Margarida Balseiro Lopes recordou ter apontado, em 2025, a modalidade como exemplo de “paixão, da capacidade de aproximar pessoas e da projeção nacional” para o mundo, para definir como desígnio fazer de Portugal “um país que pensa, inova e encontra formas de construir o futuro”.

“O desafio é transformar o capital numa vantagem duradoura para o país”, vincou a governante, dando o mote para os três dias da conferência promovida pela Federação Portuguesa de Futebol (FPF), na Cidade do Futebol, em Oeiras, admitindo que “esta ambição exige políticas públicas capazes de acompanhar o desenvolvimento desportivo”.

Um dia depois de um Eurobarómetro assinalar que Portugal é o país da UE onde a população afirma fazer menos desporto, a ministra apontou alguns sinais positivos, particularizando sobre a participação feminina e de pessoas com deficiência, enquanto o Governo executa a sua estratégia de incentivo desportivo.

O compromisso avaliado em cerca de 100 milhões de euros, para três ciclos olímpicos, visa “aumentar os níveis da prática desportiva, a redução da desigualdade no acesso, a requalificação de infraestruturas, a valorização dos atletas e dos profissionais e a modernização do sistema desportivo”.

“Portugal tem muito talento, mas o talento por si só não basta. Esta conferência vai discutir o que Portugal ainda pode fazer através do futebol, queremos ser conhecidos por jogadores, treinadores e seleções, mas podemos ambicionar mais, nomeadamente através da inovação, da tecnologia, da organização e da produção de conhecimento ligado ao desporto. Fazer do futebol uma plataforma para atrair talento, conhecimento, investimento e inovação”, rematou Margarida Balseiro Lopes, assegurando que “o Governo continuará a ser um parceiro”.

No seu discurso, a ministra aproveitou para responder ao presidente da Câmara Municipal de Oeiras, que a antecedeu em palco, recordando a necessidade de requalificar o Estádio Nacional e a sua envolvente, admitindo, em tom de brincadeira, o potencial de uma zona destas acolher uns Jogos Olímpicos.

Defendendo “Oeiras como a capital nacional do futebol”, Isaltino Morais reconheceu que esta iniciativa da FPF coloca o seu concelho “no centro do debate mundial sobre o futuro do futebol”, antevendo o reforço deste estatuto com a universidade do futebol e do centro de alto rendimento para o futebol de praia.

Antes, já o presidente da FPF, Pedro Proença, tinha enaltecido a oportunidade de “Portugal entrar a ganhar, também na discussão” sobre o futebol.

“A melhor forma de prever o futuro é criá-lo”, repetiu o antigo árbitro, associando a iniciativa ao “início de um novo ciclo” na seleção portuguesa, agora sob o comando do “carismático” treinador Jorge Jesus, “para fazer melhor e fazer diferente”.

O novo selecionador português vai também estar em destaque nesta conferência, ao protagonizar a antevisão à sua estreia, na quinta-feira, frente ao País de Gales, na Liga das Nações, neste mesmo palco, a partir das 15:30.

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