Morreu o ex-internacional argentino Rattin, determinante para a introdução do cartão vermelho

Antonio Rattin em 2009
Antonio Rattin em 2009NORBERTO DUARTE / AFP / AFP / Profimedia

O futebol argentino está de luto pela morte do antigo internacional Antonio Rattin. O ex-médio, que entrou para a história após uma disputa lendária com o árbitro alemão Rudolf Kreitlein durante o Mundial de 1966, morreu no sábado aos 89 anos, segundo informou a Federação Argentina de Futebol (AFA).

"É com enorme tristeza que nos despedimos de Antonio Ubaldo Rattin, ídolo e figura emblemática do nosso clube", anunciou o seu antigo clube Boca Juniors, pelo qual jogou toda a sua carreira profissional, na plataforma X.

A federação argentina saudou também Rattin como uma das grandes figuras do futebol argentino: "Com o seu desaparecimento, parte um dos maiores capitães da história da seleção argentina."

Expulso antes mesmo de existir o cartão vermelho

Rattin tornou-se conhecido mundialmente nos quartos de final do Mundial de 1966 frente ao país anfitrião, a Inglaterra (0-1), quando foi expulso pelo árbitro Kreitlein – numa altura em que não existiam cartões amarelos nem vermelhos. O árbitro alemão advertiu primeiro Rattin verbalmente, mas este não falava alemão e Kreitlein não falava espanhol. O capitão da altura recusou-se a abandonar o relvado de Wembley durante vários minutos. A polícia acabou por ter de intervir.

Após o incidente, Rattin amarrotou a bandeira britânica, provocando um escândalo. Alguns anos depois, a FIFA introduziu os cartões amarelo e vermelho para dar aos árbitros uma ferramenta para comunicarem as suas decisões.

Rattin disputou 34 jogos pela seleção nacional. Com a camisola do Boca Juniors, conquistou quatro títulos de campeão argentino.


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