O normando, que tinha cortado a meta na terceira posição, foi penalizado com duas penalizações de cinco segundos devido a dois excessos de velocidade de 0,1 e 0,4 km/h na via das boxes e acabou por ser classificado em sétimo lugar na corrida no Principado.
Para ter uma hipótese de recuperar o terceiro lugar conquistado em pista, a equipa francesa tinha de apresentar "um elemento novo, significativo e pertinente (...) que não estava à disposição dos comissários desportivos no momento da decisão em causa".
E conseguiu fazê-lo, nomeadamente porque a Formula One Management (FOM), responsável pela cronometragem, reconheceu na quarta-feira uma medição errada.
"A FOM, enquanto fornecedora oficial da cronometragem da competição, forneceu provas que indicam que a distância utilizada para calcular a cronometragem oficial da F1 estava incorreta e sobrestimava a velocidade do carro N.º 10", escrevem os comissários.
Estes, depois de considerarem o pedido admissível quanto ao mérito, ouviram então os argumentos da Alpine para determinar se deveriam anular as sanções aplicadas a Gasly e devolver-lhe o terceiro lugar inicial. A FIA não indicou qualquer prazo para a conclusão deste processo.
Gasly mostrou-se muito afetado e à beira das lágrimas no domingo na zona mista.
"Tenho o coração partido. Vivo para este tipo de momento, mas certamente não para ser penalizado injustamente e ver-me roubado de um pódio, não depois de todo o trabalho que fazemos", afirmou.
Se Alpine tiver sucesso, Gasly recuperará o terceiro lugar do GP do Mónaco em detrimento do seu compatriota Isack Hadjar (Red Bull), bem como nove pontos no campeonato do mundo, enquanto o jovem parisiense perderá três.
