A Federação Internacional do Automóvel (FIA) afirmou num comunicado esta quarta-feira que a atual divisão de 53-47 entre motor de combustão e potência elétrica passará para 58-42 em 2027 e para 60-40 no ano seguinte.
Haverá um aumento do fluxo de combustível de 5% em 2027 e de 13% em 2028, com a potência máxima do motor de combustão interna a subir de 400kw para 420kw e depois para 450kw.
As alterações visam permitir mais voltas de qualificação ao máximo e menos gestão de energia, após várias queixas dos pilotos no início desta época de que as corridas se tornaram mais artificiais e também mais perigosas.
A FIA referiu que as alterações, que serão submetidas à aprovação do Conselho Mundial do Desporto Motorizado a 23 de junho, foram acordadas pelas equipas, fabricantes de unidades motrizes e pela Fórmula 1, detida pela Liberty Media.
"A Fórmula 1 sempre evoluiu para enfrentar novos desafios e aproveitar novas oportunidades", afirmou o presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem: "Estas alterações propostas refletem o trabalho colaborativo que está a decorrer em todo o desporto para garantir que os regulamentos continuam a apoiar corridas emocionantes, inovação tecnológica e sustentabilidade a longo prazo."
Por outro lado, a Fórmula 1 destacou dados de inquéritos aos adeptos realizados nas últimas três corridas, que indicam uma forte aprovação das corridas, incluindo um aumento de 21% face ao ano passado nas classificações de excelente e bom para o Grande Prémio do Mónaco do último fim de semana.
O italiano de 19 anos da Mercedes, Kimi Antonelli, venceu cinco das seis corridas, todas consecutivas, tornando-se o mais jovem líder do campeonato na história do desporto.
