Félix da Costa terminou a 48,737 segundos do vencedor, o britânico Taylor Barnard (DS Penske), enquanto o neerlandês Nyck de Vries (Mahindra) foi segundo, a 0,614 segundos, e o suíço Edoardo Mortara (Mahindra) terceiro, a 6,087.
O português, que tinha sido terceiro na corrida de sábado, entrou na última prova da temporada já afastado da luta pelo título de pilotos, mas com a missão de ajudar a Jaguar a defender os cinco pontos de vantagem sobre a Porsche no campeonato de equipas.
“O objetivo era um: ganhar o Campeonato do Mundo de equipas, e conseguimos alcançá-lo. Para o fazer, tínhamos de acabar à frente dos Porsche. Sabíamos que íamos ter de fazer uma corrida muito disruptiva”, explicou o piloto de Cascais, no final.
A Jaguar respondeu à estratégia da Porsche, que voltou a utilizar o suíço Nico Müller para atrasar os adversários e proteger o alemão Pascal Wehrlein, então líder do Mundial de pilotos.
“Eles jogaram ontem um jogo de que eu não gostei. Começaram logo a fazer hoje outra vez, na primeira volta, e foi aí que decidimos pôr o nosso plano B em ação. Jogámos o jogo deles”, afirmou o piloto de Cascais.
Félix da Costa passou Müller na quinta volta e chegou a rodar na terceira posição, antes de assumir a função de atrasar Wehrlein para permitir a aproximação do seu companheiro de equipa, o neozelandês Mitch Evans, que ainda lutava pelo título de pilotos.
Na 26.ª volta, com o português a conter Wehrlein, Evans conseguiu ultrapassar ambos e subir ao quarto lugar. Félix da Costa intensificou depois a pressão sobre o alemão, que caiu para fora dos lugares pontuáveis.
“Não têm nenhum direito de dizer que fizemos alguma coisa de mal. Apenas fizemos o que eles nos fizeram, mas melhor, mais e melhor”, declarou o português.
Apesar do trabalho da dupla da Jaguar, Evans não conseguiu chegar à vitória de que necessitava para conquistar o título, terminando no quarto lugar, atrás de Barnard e dos dois pilotos da Mahindra.
O campeonato acabou por ser conquistado por Wehrlein, apesar de o alemão também ter terminado fora dos pontos, beneficiando do abandono do britânico Jake Dennis (Andretti), envolvido num incidente na 31.ª volta.
Wehrlein terminou a temporada com 169 pontos, mais cinco do que Dennis e nove do que Evans, tornando-se bicampeão mundial e apenas o segundo piloto a conquistar dois títulos na Fórmula E, depois do francês Jean-Éric Vergne.
Félix da Costa concluiu o campeonato no sexto lugar, com 128 pontos, depois de uma temporada na qual venceu as corridas de Jeddah e Madrid e subiu várias vezes ao pódio.
“Estou contente por trazer este Campeonato do Mundo de equipas para casa. Foi uma época positiva, competitiva em todos os circuitos. Lutámos por ‘top-5’ e pódios em todos os circuitos. Talvez tenha sido a época mais competitiva que tive na Fórmula E”, considerou.
O antigo campeão mundial, em 2019/20, lamentou, contudo, os episódios que lhe custaram pontos durante a temporada.
“Obviamente, aconteceram-nos muitas coisas que nos roubaram muitos pontos, mas isto é o mundo do desporto. Agora é descansar uma ou duas semanas e agarrar o novo Gen4 com toda a força, para nos colocarmos outra vez numa posição de lutar pelo Campeonato do Mundo no próximo ano”, concluiu.
A vitória de Barnard, alcançada com uma ultrapassagem a De Vries na última curva a duas voltas do fim, tornou o britânico, com 22 anos e 76 dias, o mais jovem vencedor de sempre na Fórmula E.
A corrida de Londres encerrou a temporada de 2025/26 e a era dos monolugares Gen3, que serão substituídos pelos novos Gen4 no próximo campeonato.
