MotoGP: Fabio Di Giannantonio premiado num acidentado GP da Catalunha

Pedro Acosta acabou no chão depois de liderar quase toda a corrida do GP da Catalunha
Pedro Acosta acabou no chão depois de liderar quase toda a corrida do GP da CatalunhaREUTERS/Nacho Doce

Fabio Di Giannantonio (Ducati) aproveitou o caos do GP da Catalunha e as duas bandeiras vermelhas para conquistar uma vitória em MotoGP, a segunda da sua carreira depois da do Catar 2023. O italiano superou Pedro Acosta a três voltas do fim, deixando o murciano tão abalado animicamente que até caiu na última volta. Joan Mir (Honda) e Fermín Aldeguer (Ducati) terminaram em segundo e terceiro lugares.

Da ilusão de um pódio totalmente espanhol a roçar a tragédia no Grande Prémio da Catalunha. Precisamente a meio da corrida, na 12.ª volta, tudo ficou em suspenso. Pedro Acosta era o líder e sonhava com a sua primeira vitória na categoria rainha, mas teve um problema eletrónico e a sua velocidade reduziu-se drasticamente. Não teve tempo de levantar o braço para avisar quando Álex Márquez, que seguia na sua esteira, não conseguiu evitar o embate. A sua queda foi gravíssima, pois tanto a sua mota como ele voaram pela gravilha, junto ao muro.

No mesmo acidente também ficou magoado Raúl Fernández, que foi atingido por várias peças soltas no asfalto, e Bastianini. O espanhol seguia em terceiro depois de ter liderado a prova durante várias voltas. Mas o susto foi enorme, temendo-se pela saúde do mais novo dos Márquez, que teve de ser transportado para o hospital.

Antes disso, Acosta e Fernández tinham partilhado a liderança, com o primeiro a defender a sua pole durante quatro voltas e a recuperar o primeiro lugar na nona. Márquez, por sua vez, mostrou alguma impaciência e chegou a descer até à quinta posição, mas foi recuperando até voltar ao segundo lugar quando aconteceu o violento embate a meio da prova.

Uma nova corrida... anulada

Após a bandeira vermelha e a limpeza de todo o circuito na zona do acidente, e logicamente sem Álex nem Bastianini, a corrida foi reiniciada com 13 voltas por disputar. Nova partida com Acosta a sair novamente da pole. Mas esse novo evento durou apenas três voltas. Outro incidente deixou Bagnaia, Marini e Zarco pelo chão, sendo este último o mais prejudicado ao ficar com as pernas presas na mota do primeiro. O francês também teve de ser transportado de ambulância.

À terceira foi de vez

O procedimento, após a segunda bandeira vermelha, foi o mesmo, com apenas 12 voltas pela frente. Nova partida da grelha e Acosta a arrancar melhor do que ninguém. E novamente houve toque, embora menos grave, mas que deixou Raúl Fernández e Jorge Martín, que seguia em segundo, nas últimas posições, já sem hipóteses de lutar por nada.

Sem mais incidentes, Acosta manteve-se na liderança, defendendo-se dos ataques de Joan Mir e da aproximação de Di Giannantonio a esse trio da frente. O italiano ultrapassou Mir e lançou-se, a cinco voltas do fim, ao ataque ao murciano. Conseguiu-o duas voltas depois, deixando Acosta com um sabor amargo e muito abalado psicologicamente. Tanto que não só perdeu o lugar no pódio para Joan Mir e Fermín Aldeguer, como acabou por beijar o asfalto quando enfrentava as últimas voltas ao circuito.

Final triste e cruel para o murciano, que esteve perto de vencer o seu primeiro GP de MotoGP.