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Mundiais de Judo: Miguel Gago tentou sacrifício e depois já era tarde

Miguel Gago en alºai
Miguel Gago en alºaiInternational Judo Federation

Um ataque frustrado deixou Miguel Gago à mercê do sérvio Marko Jorgic na segunda ronda de -66 kg dos Mundiais de judo, em Baku, com o português a sair de ‘cena’ após sofrer dois ‘waza-ari’.

Com o relógio perto do minuto final, Gago tentou uma técnica de sacrifício para projetar Jorgic, judoca mais alto e com alguma vantagem física, mas o sérvio acabou por encaixar a perna no português o levar ao tatami.

“Ele acabou por me encaixar no ko-uchi-gari (pequena ceifa interna na perna), eu caí por waza-ari, depois, faltava um minuto e tal, tive de ir atrás do resultado para dar a volta. Acabei por ir para cima, abri mais espaços e foi aí que ele marcou o segundo waza-ari”, explicou o judoca.

Miguel Gago admitiu que sai frustrado de Baku, porque tinha expectativas mais altas para a competição, mas que a primeira desvantagem parte de um erro seu, num momento em que não sentia perigo vindo do sérvio.

“As minhas expectativas estavam mais altas. Em relação ao combate, sinto que estava a fazer uma boa primeira parte, era eu que estava a dominar as pegas, não estava a sentir perigo. Infelizmente, cometi um erro, que foi ir abraçá-lo quando não devia”, acrescentou.

O judoca algarvio, que representa a Académica, recordou o momento, explicando qual era a sua intenção.

“Ia fazer o ura nage, que é uma técnica de sacrifício para trás, ou seja, que eu muito provavelmente tenho de tocar com as minhas costas primeiro para conseguir projetá-lo. E quando eu estou a fazer o movimento para trás, ele engancha-me aqui um ko-uchi (ceifa) no meu pé. Mesmo que a ação seja toda ou quase toda minha, a pontuação é para ele”, disse.

Um pouco antes, Miguel Gago tinha vencido Michael Fryer, num combate decidido já no prolongamento e após o britânico ter um terceiro castigo, o que dita a eliminação, mas em Baku fica o amargo de não ter conseguido ir mais longe.

Mesmo ultrapassando Jorgic, o caminho de Gago seria muito difícil, num sorteio que o iria cruzar com o bicampeão olímpico e tetracampeão mundial, o japonês Hifumi Abe, que também sentiu dificuldades no seu combate.

“Vi a luta e, sinceramente, acho que, claramente, é um trajeto difícil, mas claramente estou à altura. Já tinha treinado com o francês (adversário que levou Hifumi Abe ao golden score) e temos o mesmo nível”, disse ainda o português.

Nos Mundiais Baku-2026, cuja competição individual decorre até sábado, vão ainda competir os portugueses Otari Kvantidze (-73 kg), Joana Crisóstomo (-63 kg), Taís Pina (-70 kg), Patrícia Sampaio (-78 kg), Jorge Fonseca (-100 kg) e Rochele Nunes (+78 kg).

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