Sampaio, medalha de bronze olímpica em Paris-2024, campeã europeia em Podgorica2025 e medalha de bronze mundial em Budapeste2025, viu-se obrigada a uma paragem forçada de mais de seis meses, com uma lesão nos ligamentos de um joelho, mas regressou no final de agosto no Grand Slam de Lausana, onde foi medalha de bronze.
"A categoria (-78kg) está efetivamente muito forte. Há ali umas, e eu faço parte desse rol, que, sistematicamente, estão nos pódios e nas disputas de medalhas, mas nós olhamos para as oito, mas 10 ou 15 depois das oito continuam a ser muito fortes e qualquer uma delas com chance para ser medalhada no mundial ou até medalhada nos Jogos Olímpicos", explicou à agência Lusa a judoca.
Em Baku, a judoca, face ao aumento de inscritas no seu peso (45 judocas), espera uma competição dura, tanto mais que não se lembra de alguma vez ter competido inserida num quadro tão alargado, a exigir mais combates do que o habitual.
"Se calhar, aqueles quatro (combates) que muitas vezes faço para conquistar uma medalha. Vão ser talvez cinco, seis, sete. Nunca tive uma competição com tanta gente. Mas, da mesma maneira que tenho de fazer seis para ganhar, as outras também têm. Estamos todas no mesmo pé de igualdade. E está muito forte. E eu acho que isso é aliciante, porque eu gosto de ganhar atletas fortes. Portanto, é um desafio ao qual eu me quero expor", adiantou.
Nos Mundiais de judo, a italiana Alice Bellandi, campeã mundial e olímpica em -78 kg, deverá ser uma das grandes ausentes, por estar a recuperar de lesão, mas Patrícia Sampaio terá forte concorrência nas alemãs Anna Monta Olek, líder mundial, e Alina Boehm, na japonesa Kurena Ikeda, a quem nunca venceu, ou na francesa Audrey Tcheumeo, num peso que se prevê muito equilibrado.
A judoca lusa integra a equipa de nove portugueses a competirem em Baku e entra em ação em 09 de outubro, no mesmo dia de Jorge Fonseca (-100 kg), o único campeão mundial na história do judo português (2019 e 2021).
Na competição, a seleção nacional conta ainda com os jovens Bernardo Tralhão (-60 kg), Miguel Gago (-66 kg), Otari Kvantidze (-73 kg), Joana Crisóstomo (-63 kg) e Taís Pina (-70 kg), bem como com as mais experientes Catarina Costa (-48 kg), três vezes vice-campeã europeia, e Rochele Nunes (+78 kg).
Fora da seleção estão os olímpicos João Fernando (-81 kg), recente campeão nos Jogos do Mediterrâneo, mas que está fora do top-100 (critério elegível) do ranking mundial, e Bárbara Timo (-70 kg), vice-campeã mundial em 2019 e medalha de bronze em 2022, que recupera de uma cirurgia à coluna.
