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Apurados automaticamente enquanto país coorganizador, os canadianos terminaram a reta final para o Mundial com um resultado partilhado, depois de terem vencido no domingo o Uzbequistão por 2-0, outro participante no Mundial.
Rápidos e ofensivos, abriram o marcador num canto cobrado por Stephen Eustáquio e desviado pelo defesa irlandês Jake O'Brien para a própria baliza (23'). A Irlanda empatou através de um penálti de Troy Parrott, inicialmente defendido pelo guarda-redes canadiano Maxime Crépeau, mas depois com a recarga para o fundo das redes de Chiedozie Ogbene (61'). Já perto do final, o guarda-redes titular dos “Reds” salvou a sua equipa ao travar em dois tempos um remate à queima-roupa de Mason Melia (83').
"Obviamente, gostaríamos de ter marcado mais golos e conquistado a vitória, mas penso que a energia desde o apito inicial, a forma como abordámos o jogo e as ideias em campo foram realmente boas", afirmou o selecionador do Canadá, o norte-americano Jesse Marsch.
"Vi uma equipa a jogar de forma livre e limpa. Este grupo é forte e está comprometido", acrescentou o selecionador. O Canadá integra um grupo B acessível com a Bósnia, o Catar e a Suíça, grande favorita a conquistar o primeiro lugar.
Vai estrear-se frente à Bósnia a 12 de junho em Toronto. Para este primeiro jogo, Jesse Marsch deverá continuar privado do seu capitão, o lateral-esquerdo do Bayern Munique, Alphonso Davies (25 anos), lesionado em maio e que só se juntou aos colegas no final desse mês, sem disputar os dois últimos encontros.
O objetivo do selecionador é finalmente conquistar uma vitória no Mundial – os Canucks perderam os seis jogos disputados em 1986 no México e em 2022 no Catar –, ultrapassar a fase de grupos e, quem sabe, terminar no topo do grupo para disputar os 16 avos de final em casa.

