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"Está a caminho da melhor forma física. Mas ainda não queremos correr riscos", afirmou Nagelsmann após o último treino em Chicago, anunciando que Neuer deverá integrar os treinos com a equipa na próxima semana.
O jogo de sábado, no Soldier Field em Chicago, esgotado com mais de 60.000 adeptos, será um verdadeiro teste de fogo mesmo sem Neuer.
"O objetivo é absorver as emoções e entrar no espírito do torneio", disse Nagelsmann.
O treinador pretende confiar, tanto quanto possível, no onze inicial que também deverá alinhar no arranque do torneio a 14 de junho em Houston, frente ao outsider Curaçau, para garantir um arranque fulgurante – com uma exceção: segundo a DFB, o veterano Neuer, de 40 anos, continua "em fase de aumento de carga", estando tudo "a correr conforme o planeado".
"Temos de funcionar como equipa"
Com ou sem Neuer, o tetracampeão mundial quer prolongar a sua série de vitórias e continuar a trabalhar os automatismos.
"Vamos encarar o jogo como se fosse um jogo do Mundial e queremos ganhar confiança", afirmou Kai Havertz, que já recebeu de Nagelsmann a garantia de titularidade no centro do ataque e que, pela primeira vez desde novembro de 2024, deverá formar o temido trio ofensivo com Florian Wirtz e Jamal Musiala.
O eficaz Deniz Undav deverá, apesar dos dois golos marcados no teste bem-sucedido frente à Finlândia (4-0), ceder o seu lugar.
"Temos de funcionar como equipa. Uns jogam mais, outros menos. Mas todos têm de estar prontos quando forem chamados", exigiu Havertz, garantindo: "Não haverá qualquer drama."
EUA como teste decisivo
Nos últimos jogos, a Alemanha somou oito vitórias consecutivas, ainda que sem defrontar adversários do topo mundial. Os EUA, com o antigo jogador do Dortmund, Christian Pulisic, são vistos por Havertz e Nagelsmann como um bom teste. Segundo Havertz, os norte-americanos são uma "equipa de topo": "Será um bom ensaio para o primeiro jogo do grupo, é assim que o vamos encarar. Queremos habituar-nos à atmosfera, ao relvado e às condições."
Nagelsmann espera "um jogo muito emotivo". No entanto, o coanfitrião do Mundial não será representativo de nenhum dos três adversários do grupo: Curaçau, Costa do Marfim ou Equador.
Poucas dúvidas no onze
Por isso, o foco está ainda mais na própria equipa. Oliver Baumann deverá voltar a ser o guarda-redes, com a linha defensiva composta por Joshua Kimmich, Jonathan Tah, Nico Schlotterbeck e David Raum, que deverão atingir a melhor forma para o torneio. No duplo pivô, Aleksandar Pavlovic e Felix Nmecha levam vantagem neste momento. No ataque, o elogiado Leroy Sané parece ter o lugar assegurado, depois de Lennart Karl se ter lesionado no último treino. Sané traz uma "dinâmica incrível" ao jogo alemão.
O sucesso da seleção alemã no Mundial dependerá menos da qualidade individual dos jogadores e mais do espírito de equipa. E, segundo garantem, este dificilmente poderia ser melhor. "Temos uma equipa que, quando entra no ritmo, quando ganha confiança, pode alcançar tudo", afirmou Tah antes do jogo.
Pulisic quebra maldição: equipa dos EUA em crescendo
Os EUA, orientados por Mauricio Pochettino, também querem entrar nesse ritmo. Grandes esperanças estão depositadas em Pulisic.
"Confiamos nele em muitos aspetos", afirmou o antigo jogador do Schalke, Weston McKennie: "Quando precisarmos dele, ele estará lá."
Na vitória frente ao Senegal (3-2), Pulisic marcou o seu primeiro golo pela seleção desde novembro de 2024, e os EUA mostraram estar em clara subida de forma. O cenário ideal para Nagelsmann e a sua simulação de uma situação de pressão do Mundial.
