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"A FIFA pode confirmar que o árbitro Omar Abdulkadir Artan não poderá treinar nem arbitrar no Mundial-2026 depois de lhe ter sido recusada a entrada nos Estados Unidos", declarou um porta-voz do organismo dirigente à AFP.
A FIFA sublinhou que não tinha capacidade para influenciar a decisão, a qual, segundo afirmou, é da exclusiva responsabilidade dos Estados Unidos, um dos países anfitriões do Mundial, juntamente com o México e o Canadá.
"A FIFA não intervém nos processos de imigração do país anfitrião, incluindo a concessão de vistos, e as autoridades informaram-na de que a situação de Artan não irá mudar para já. Tal como em anteriores eventos da FIFA, é o governo anfitrião que determina, em última instância, quem recebe visto e quem pode entrar no seu país", referiu o porta-voz.
Não foi esclarecido o motivo pelo qual foi recusada a entrada do juiz nos Estados Unidos, mas a Somália está entre os países afetados pelas restrições de viagem impostas pela administração do presidente Donald Trump.
Um responsável governamental em Mogadíscio declarou à AFP, esta segunda-feira, que Artan - que se teria tornado o primeiro árbitro somali a dirigir jogos num Mundial - tinha um visto válido para os Estados Unidos.
Mundial-2026
O Campeonato do Mundo de 2026 será realizado de 11 de junho a 19 de julho nos Estados Unidos, Canadá e México. O torneio contará com 48 seleções nacionais e será disputado em 16 estádios modernos.
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