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A Noruega, com um Haaland absolutamente decisivo, que iguala Mbappé e Messi com sete golos na corrida à Bota de Ouro, é a grande surpresa do Mundial-2026, a par da vitória do Paraguai frente à Alemanha no desempate por penáltis dos 16 avos de final.
Os vikings, que já tinham enviado a Itália para o play-off na fase de qualificação, querem fazer história no Mundial. Depois de terminarem em segundo lugar atrás da França (contra os gauleses jogaram com os suplentes), eliminaram a Costa do Marfim e agora fizeram história diante do Brasil.
O MetLife Stadium, em East Rutherford, junto a Nova Iorque, palco da final, recebeu um emocionante Noruega-Brasil dos oitavos de final. E o cartaz não desiludiu, porque logo aos três minutos de jogo, a Noruega introduziu a bola na baliza de Alisson Becker, numa jogada coletiva finalizada por Patrick Berg. No entanto, o lance foi anulado por fora de jogo de Sorloth.
Nyland defendeu penálti de Bruno Guimarães
O Brasil lançou-se ao ataque e Ajer derrubou Matheus Cunha dentro da área. O árbitro não assinalou nada inicialmente, mas após consultar o VAR, marcou penálti. Bruno Guimarães assumiu a marcação, mas Orjan Nyland adivinhou-lhe as intenções e evitou o primeiro da canarinha.
Os comandados de Carlo Ancelotti tentaram a sua sorte com um remate de Rayan e, mais tarde, Matheus Cunha pediu novo penálti por falta de Heggem, mas desta vez nada foi assinalado.
Após a pausa para hidratação, uma grande jogada de Martinelli foi travada por Nyland, que também esteve atento ao remate de recarga de Danilo. A resposta da Noruega não tardou e Odegaard rematou para o lado da rede, quando se aproximou da baliza de Alisson Becker.
Vinícius e Odegaard tentaram
Vinícius Júnior recuperou a bola e, após combinar com Martinelli, esteve perto do primeiro da canarinha, mas voltou a encontrar o guarda-redes do Sevilha pela frente. Antes do intervalo, Haaland causou o caos numa jogada de ataque dos vikings e Odegaard aproveitou uma bola para quase marcar o primeiro, mas esbarrou num excelente Alisson Becker.

No início da segunda parte, Berg teve uma oportunidade para a Noruega, mas rematou muito por cima. Ancelotti trocou Matheus Cunha por Endrick. Mal entrou em campo, o avançado do Real Madrid, que terminou a época emprestado ao Lyon, recebeu um passe magistral de Vinícius num contra-ataque, mas Nyland saiu-lhe ao caminho e travou a sua ocasião, com o remate a sair ao lado.
Nyland voltou a assumir o papel de herói norueguês ao defender um grande remate de Rayan e, depois, uma excelente execução de Bruno Guimarães, mas este último lance foi anulado por fora de jogo. A Noruega tentou a partir do canto esquerdo, com um cruzamento de Schjelderup para Haaland, que Alisson conseguiu afastar.
De seguida, Ajer subiu pela esquerda e fez um passe de trivela ao qual Haaland não chegou por muito pouco. Ancelotti lançou Neymar, juntamente com Danilo Santos, para os lugares de Martinelli e Rayan. A Noruega voltou a criar perigo por Schjelderup, mas era claramente o dia dos guarda-redes e Alisson esteve atento.
Haaland aparece sempre
Era um jogo que podia cair para qualquer lado. E chegou o golo da Noruega. Uma excelente jogada pela esquerda de Schjelderup foi finalizada de cabeça por Haaland, como mandam as regras, colocando a bola fora do alcance de Alisson Becker.
O Brasil respondeu com um remate, mais cruzamento, de longe de Casemiro, que Nyland desviou para o poste.
E Haaland sentenciou
Mas o que chegou foi mesmo a sentença. Mais uma vez, Schjelderup assistiu e Haaland disparou de pé esquerdo de fora da área, sem hipótese para Alisson Becker. Era o minuto 89 e a decisão, que deixava a pentacampeã fora do Mundial.
Neymar, de penálti, reduziu
O Brasil procurou voltar ao jogo e Ostigard atingiu Casemiro com o braço, levando o árbitro a assinalar penálti. Neymar, após um duelo psicológico com Nyland, converteu a grande penalidade.
Homem do jogo Flashscore: Erling Haaland (Noruega)

