Recorde as incidências da partida
O primeiro vermelho saiu aos quatro minutos da segunda parte: o médio Yaya Sithole, do Tondela, recebeu o cartão vermelho após cometer falta sobre Brian Gutiérrez, do México. O árbitro Wilton Pereira Sampaio considerou que o sul-africano era o último homem e impediu uma clara ocasião de golo.
Pouco depois, Themba Zwane, também da África do Sul, foi expulso após acertar no rosto de Alvarado. Após revisão do VAR, Wilton confirmou a decisão e mostrou o cartão vermelho direto. O México também terminou com 10: o central César Montes foi expulso por impedir uma oportunidade clara de golo de Mudau.
Dentro das quatro linhas, o México venceu com golos de Julián Quiñones, no primeiro tempo, e Raúl Jiménez, que ampliou na segunda parte.
O único antecedente de expulsão em jogos de abertura de Mundiais é a estreia do Mundial-1990, em Milão, uma das maiores surpresas do torneio. Naquele dia 8 de junho, Camarões derrotou a Argentina, campeã do mundo, por 1-0, com duas expulsões: André Kana-Biyik e Benjamin Massing. México e África do Sul superaram esse número e ainda acrescentaram o detalhe moderno do VAR nas decisões.
Longe da "Batalha de Nuremberga"
Três expulsões numa abertura são um recorde histórico, mas ainda não bateram o jogo com mais expulsões da história dos Mundiais. Portugal e Países Baixos, nos oitavos de final do Mundial-2006, na Alemanha, protagonizaram a chamada "Batalha de Nuremberga".
O árbitro russo Valentin Ivanov distribuiu quatro cartões vermelhos (Costinha e Deco do lado português, Boulahrouz e Van Bronckhorst pelos neerlandeses) além de 16 amarelos, num total de 20 cartões numa única partida. Portugal venceu por 1-0, com golo de Maniche.
O recorde de amarelos foi superado em 2022, quando o árbitro espanhol Antonio Mateu Lahoz distribuiu 18 cartões amarelos nos quartos de final. entre Argentina e Países Baixos.
