Recorde as incidências da partida

O Catar até entrou atrevido. Logo aos dois minutos, Edmilson Júnior apareceu em zona perigosa e obrigou Gregor Kobel a uma defesa atenta. Foi o primeiro aviso do encontro, mas também acabou por ser uma espécie de despertador para a Suíça.
A equipa de Murat Yakin respondeu de forma imediata e afirmativa. Aos cinco minutos, Dan Ndoye rematou para defesa de Mahmud Abunada e, aos dez, voltou a aparecer em zona de finalização, desta vez a atirar por cima. A Suíça começava a encontrar espaços, sobretudo no ataque, onde Ndoye e Embolo se revelaram uma dor de cabeça constante para a defesa catari.
O golo chegou aos 13 minutos. Abunada calculou mal o tempo de saída e acabou por derrubar Remo Freuler dentro da área. O lance ainda foi analisado pelo VAR, mas o árbitro confirmou a grande penalidade. Na conversão, Breel Embolo não desperdiçou e colocou a Suíça na frente. Com esse golo, o camisola 7 chegou aos 25 pela seleção helvética, igualando um nome bem conhecido do futebol português: Haris Seferovic.
A partir daí, o jogo entrou praticamente no ritmo que mais interessava à Suíça. O Catar procurou manter-se organizado, fiel à ideia de Lopetegui, mas teve muitas dificuldades para travar uma equipa helvética mais criteriosa, mais intensa e mais capaz de chegar ao último terço.
Aos 21 minutos, Denis Zakaria teve uma enorme oportunidade dentro da pequena área, mas Abunada voltou a negar o golo. O guarda-redes catari seria mesmo uma das principais figuras da primeira parte, impedindo que a vantagem suíça fosse mais expressiva.
Ao intervalo, o 1-0 sabia a pouco para aquilo que a Suíça tinha produzido. A equipa de Murat Yakin controlou quase sempre a partida, criou as melhores oportunidades e só não saiu para o descanso com uma margem mais confortável devido à grande exibição de Mahmud Abunada.
Domínio total, mas...
Na segunda parte, o cenário pouco mudou. A Suíça voltou a entrar dominante, instalada no meio-campo contrário e com o Catar a revelar enormes dificuldades para sair a jogar. O conjunto helvético teve bola, teve território e teve controlo, embora nem sempre tenha conseguido transformar esse domínio em ocasiões claras.
Aos 67 minutos, Granit Xhaka tentou o remate cruzado e deixou mais um sinal da superioridade suíça. O capitão pegava no jogo, dava critério à posse e ajudava a manter o Catar longe de zonas de perigo. Pouco depois, aos 75 minutos, foi Rubén Vargas a rematar para nova intervenção de Abunada, que voltou a segurar a equipa catari no jogo.
O Catar nunca deixou de tentar manter alguma organização, mas faltou-lhe capacidade para incomodar verdadeiramente Kobel depois do lance inicial de Edmilson Júnior. A Suíça, por outro lado, foi gerindo a vantagem com maturidade, sem deslumbrar, mas também sem permitir que o jogo parecesse escapar ao seu controlo.

Parecia tudo encaminhado para uma vitória suíça pela margem mínima, mas o futebol voltou a lembrar que um jogo só acaba no apito final. Aos 90+5, Boualem Khouki apareceu na área e fez o empate para o Catar, num golpe duro para os helvéticos e num prémio inesperado para uma equipa que resistiu muito mais do que ameaçou.
No fim, ficou um empate com sabor amargo para a Suíça e com sabor a vitória para o Catar. Embolo abriu o caminho, Abunada manteve a equipa de Lopetegui dentro do jogo e Khouki castigou a falta de eficácia suíça no último suspiro. Para os helvéticos, fica a sensação clara de dois pontos perdidos numa estreia em que fizeram quase tudo para ganhar, menos fechar a porta. Já para a seleção catari fica a história: primeiro ponto conquistado na fase final de um Campeonato do Mundo.
Melhor em campo Flashscore: Breel Embolo (Suíça)

