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Mundial-2030: Líder da LaLiga pede que Espanha repense candidatura se Infantino continuar

Javier Tebas
Javier TebasFoto por GONGORA / NURPHOTO / NURPHOTO VIA AFP

O líder da Liga espanhola de futebol, Javier Tebas, afirmou esta terça-feira que Espanha deve repensar a candidatura ao Mundial-2030 caso Gianni Infantino seja reeleito presidente da FIFA e a final atribuída a Marrocos.

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Pelo menos é preciso repensar a nossa situação em relação ao Mundial. Para mim, é claro: não sei se seria o caso de desistir ou não, mas repensar tudo o que estamos a fazer em relação ao Mundial, com certeza”, declarou Tebas à imprensa à margem do World Football Summit (WFS), em Madrid.

Tebas considerou que, caso Infantino seja reeleito para um novo mandato à frente da FIFA – cargo que ocupa desde 2016 –, “as hipóteses de Espanha receber a final são mínimas”, no torneio que é organizado em conjunto com Portugal e Marrocos.

Para o presidente da La Liga, o dirigente ítalo-suíço “não é uma figura de confiança” e, para o futebol, “seria uma vergonha se continuasse” no comando da FIFA depois das eleições previstas para o próximo mês de março.

É credível uma pessoa que liga a pedir a anulação de um cartão vermelho e consegue isso, num Mundial, com tudo o que está em jogo para as seleções? Simplesmente não é credível. Mas ele já tem agido assim em muitas questões. Portanto, não é credível”, argumentou.

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À imprensa, Tebas disse que a proposta de Infantino de tentar privatizar parte dos direitos comerciais do Mundial é “o que menos” o preocupa.

Na ótica do dirigente espanhol, uma eventual permanência de Infantino no cargo seria o resultado de “um sistema clientelista, em que muitas federações precisam de dinheiro e dependem dos recursos da FIFA”.

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Sobre as hipóteses de prosperar uma candidatura alternativa à do dirigente ítalo-suíço, Tebas lembrou que “ainda há tempo”.

Em 18 de novembro, é preciso ter algum candidato para se apresentar. Não estou metido nessa confusão. Ainda bem. Se vislumbrasse alguém, tiraria votos se desse alguma indicação”, observou.

Javier Tebas já tinha acusado a FIFA de “destruir a indústria do futebol” e defendido que o tempo de Infantino acabou, depois de o Mundial-2026 – Estados Unidos, Canadá e México – ter sido marcado por polémicas relacionadas com os preços elevados dos bilhetes, a expansão para 48 seleções, o impacto ambiental e a interferência política.

Gianni Infantino, que lidera a FIFA desde 2016, confirmou no início deste mês a intenção de concorrer a um novo mandato nas eleições previstas para março de 2027, sendo para já o único candidato formalmente declarado.

O dirigente tem enfrentado fortes críticas de vários setores do futebol internacional devido a opções de governação marcadas pela falta de auscultação prévia, com destaque para a polémica iniciativa de canalizar as receitas das competições, entre elas o Mundial, para uma nova empresa comercial aberta a investidores privados, sem consulta prévia das federações nacionais.

Embora Infantino tenha acabado por recuar e abandonar o projeto na sequência da contestação generalizada, o retrocesso revelou-se insuficiente para apaziguar o mal-estar e encerrar o clima de crispação em redor da sua continuidade à frente dos destinos do organismo que tutela o futebol mundial.