Em comunicado divulgado na segunda-feira, a Acfac justificou o seu pedido pela "gravidade das acusações" e pela "notoriedade internacional" de Samuel Eto’o, acusado pela imprensa de ter recebido indevidamente um pagamento da federação russa de futebol no âmbito do jogo amigável entre os dois países a 12 de outubro de 2023. Os Camarões perderam esse encontro sem importância (1-0).
Segundo a associação, a federação russa teria assim "violado os termos do contrato que a ligava à Fecafoot ao transferir para uma conta bancária da qual a Fecafoot não é titular, (uma) quantia de cerca de 372 milhões de francos CFA", ou seja, aproximadamente 567.000 euros.
Também anunciou a intenção de apresentar uma queixa contra Samuel Eto'o nos tribunais camaroneses e outra junto da Justiça russa contra a federação da Rússia.
As datas em que estas queixas serão apresentadas "serão determinadas pela direção executiva", precisou à AFP esta terça-feira o porta-voz da Acfac, Domingo Akoué Epié.
O antigo avançado dos Leões Indomáveis não respondeu oficialmente. "Para já, não há reação", indicou esta terça-feira à AFP uma fonte da Fecafoot.
Considerado um dos maiores jogadores africanos de sempre, Samuel Eto’o esteve no centro de várias polémicas desde que foi eleito presidente da federação em 2021.
Em 2024, envolveu-se num conflito com o ministro dos Desportos dos Camarões relativamente à escolha do selecionador dos Leões Indomáveis. Depois, durante a Taça das Nações Africanas (CAN) em Marrocos, no início de 2026, foi suspenso por quatro jogos devido a "má conduta".
