O próximo desafio da seleção peruana já tem data e adversários confirmados. A Federação Peruana de Futebol oficializou quatro jogos particulares para as datas FIFA de setembro e outubro, uma programação que responde a uma estratégia definida pela equipa técnica de Mano Menezes: competir frente a seleções de grande nível para acelerar a evolução da equipa antes do início das Eliminatórias rumo ao Mundial 2030.
A Blanquirroja vai medir forças com Estados Unidos, México, Canadá e Colômbia numa digressão que decorrerá inteiramente na América do Norte. O calendário prevê os duelos frente aos Estados Unidos (26 de setembro em Orlando), México (29 de setembro em Nova Jérsia), Canadá (3 de outubro em Montreal) e Colômbia (6 de outubro em Miami), todos em apenas dez dias.
Uma preparação com maior exigência
A escolha dos adversários não foi fruto do acaso. Desde que chegou à seleção, Mano Menezes deixou claro que os jogos particulares deviam ser uma ferramenta de avaliação real e não apenas encontros para ganhar ritmo. O objetivo é que o plantel se habitue a competir frente a seleções de alto nível antes do início do novo processo de qualificação.
Esse objetivo foi apoiado pela própria FPF. Jean Ferrari, diretor-geral de futebol da federação, explicou que a prioridade é defrontar equipas de categoria para acelerar o crescimento do grupo e permitir que os jogadores adquiram mais experiência competitiva antes das Eliminatórias.
A preparação começou ainda durante a disputa do Mundial 2026. Enquanto decorria o torneio, a direção avançou nas negociações para fechar uma série de amigáveis que representassem um verdadeiro teste para o plantel. O resultado foi uma digressão frente a quatro seleções com experiência internacional e estilos de jogo distintos.
Quatro desafios diferentes
Cada adversário vai testar aspetos específicos da seleção. Os Estados Unidos destacam-se pela sua intensidade e velocidade; o México mantém uma proposta baseada na posse de bola e no jogo associativo; o Canadá consolidou um futebol físico e de pressão constante; enquanto a Colômbia representa uma referência direta do que Peru encontrará quando voltar a competir na América do Sul.
Para a equipa técnica, essa diversidade permitirá analisar o rendimento da equipa em diferentes cenários e continuar a construir uma identidade futebolística própria.
A consolidação do novo ciclo
Os jogos amigáveis também vão servir para consolidar a base que Mano Menezes tem vindo a formar desde a sua chegada. Pedro Gallese mantém-se como referência na baliza, enquanto jogadores como Miguel Araujo, Renzo Garcés, Marcos López, Erick Noriega, André Carrillo, Yoshimar Yotún, Jairo Vélez e Alex Valera ganharam protagonismo neste novo processo.
Um dos nomes que mais se destacou foi o de Vélez. O médio naturalizado peruano marcou frente a Honduras, Haiti e Espanha, tornando-se numa das principais armas ofensivas da seleção nesta fase.
Ao mesmo tempo, a equipa técnica continua atenta à evolução de jogadores que procuram regressar à equipa, como Gianluca Lapadula e João Grimaldo, que esperam voltar às convocatórias assim que recuperem a continuidade e o ritmo competitivo.
Até agora, os resultados passaram para segundo plano. Para além das derrotas frente ao Senegal e à Espanha, do empate com Honduras e da vitória sobre o Haiti, a prioridade da equipa técnica tem sido acumular experiência frente a adversários exigentes.
Com quatro novos amigáveis de elevada dificuldade no horizonte, o Peru pretende chegar melhor preparado ao início da qualificação. A aposta é clara: elevar a competitividade do grupo enfrentando seleções de topo para reduzir a distância para as principais equipas do continente.
