O treinador português chega ao clube depois de uma temporada de forte afirmação nos Emirados Árabes Unidos, onde conduziu o Al Ittihad SC a um expressivo terceiro lugar na UAE Second Division, apesar de ter encontrado um cenário particularmente exigente à chegada: sem pré-época, com o plantel fechado e apenas três dias de trabalho antes do arranque oficial da competição.
Ainda assim, João Mota conseguiu transformar a equipa num conjunto competitivo, equilibrado e consistente, terminando o campeonato com 49 pontos em 26 jornadas, 53 golos marcados e uma das melhores segundas voltas da prova.
O regresso ao Kuwait representa, por isso, mais do que uma simples mudança de clube. Representa o reconhecimento do impacto que o técnico português deixou na anterior passagem pelo futebol kuwaitiano, nomeadamente ao serviço do Al Tadhamon, onde o trabalho desenvolvido continua a ser valorizado no contexto futebolístico local.
O perfil de João Mota continua associado no Médio Oriente a um treinador capaz de construir equipas competitivas em contextos complexos, estabilizar estruturas e implementar uma identidade clara de jogo — características que levaram o Al Yarmouk a apostar no técnico português para liderar uma nova etapa desportiva.
Desta vez, porém, o cenário apresenta diferenças importantes. Pela primeira vez nos últimos anos, João Mota terá margem temporal para preparar uma época desde o início, participar na definição do plantel, estruturar a equipa técnica e conduzir todo o processo de pré-época.
Um detalhe considerado determinante para um treinador que já demonstrou capacidade de rendimento imediato, mas que agora terá também espaço para implementar as suas ideias de forma mais profunda e sustentada.
