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Os novos rostos no México de Rafael Márquez

Rafael Márquez, selecionador mexicano
Rafael Márquez, selecionador mexicanoAGUSTIN CUEVAS / Getty Images South America / Getty Images via AFP

A seleção mexicana de futebol vai iniciar uma nova era com Rafael Márquez, deixando para trás quatro anos sob o comando de Javier Aguirre, nos quais se tentou recuperar uma relação quebrada com os adeptos tendo em vista o Mundial em casa. O "Kaiser" de Michoacán já conta com uma nova vaga de jogadores para a sua equipa.

A derrota frente à Inglaterra nos oitavos de final do Mundial, no Estádio Azteca, mergulhou o país na tristeza. Pela primeira vez, talvez na história, a sintonia entre adeptos e equipa colocou a seleção mexicana  num patamar anímico relevante, igualando-a a um adversário superior que acabaria por impor-se num jogo inesquecível.

Após a derrota, entre lágrimas e dor, Javier Aguirre passou o comando do Tri a Rafael Márquez, um dos melhores futebolistas da história do país, que integrava a equipa técnica do Vasco. Desde então, o Kaiser de Michoacán prometeu iniciar uma renovação geracional que já pede espaço.

Cinco promessas na estreia

Márquez vai estrear-se como selecionador mexicano no próximo dia 26 de setembro, quando a equipa Azteca defrontar a Colômbia em Baltimore. O jogo, inserido na data FIFA, traz um contratempo ao selecionador nacional, que não poderá convocar mais de dois jogadores por equipa da Liga MX.

Nesse contexto, foi revelado que Márquez está a acompanhar com muita atenção, entre outros, Santiago Sandoval e Hugo Camberos, do Club Deportivo Guadalajara; Iván Tona, jogador dos Xolos, e Alan Cervantes e Isaías Violante, futebolistas do América. Os cinco, já testados no campeonato nacional, esperam convencer o treinador e assumir um papel de destaque nesta nova era.

A base de Aguirre

No entanto, apesar do ímpeto de Márquez em trazer nova energia à dinâmica da seleção nacional, o antigo jogador do FC Barcelona deixou claro que irá agir com sensatez ao assentar o seu projeto nos alicerces futebolísticos de Aguirre, construídos a partir do saber do melhor treinador da história do país e o único com estofo suficiente para suportar a pressão em tempos de grande crise.

Márquez pretende aproveitar o entusiasmo ainda elevado dos adeptos em torno da seleção mexicana — apesar da vontade dos dirigentes em minar a paixão com decisões contrárias ao desporto —, ao convocar jogadores que participaram no último Mundial e com os quais espera enfrentar os próximos compromissos, como a Gold Cup e a Copa América. Duas competições em que terá de chegar até às fases decisivas.

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