Paulo Sousa: "Portugal é o meu país, a minha pátria, mas Itália é a minha casa"

Paulo Sousa esteve duas épocas no Shabab Al Ahli, dos Emirados Árabes Unidos
Paulo Sousa esteve duas épocas no Shabab Al Ahli, dos Emirados Árabes UnidosNoushad Thekkayil/NurPhoto / Shutterstock Editorial / Profimedia

Paulo Sousa, treinador português de 55 anos, deixou o comando técnico do Shabab Al Ahli, depois de dois anos no comando técnico da formação dos Emirados Árabes Unidos.

Em entrevista ao Tuttosport, Paulo Sousa reviveu a sua carreira como jogador, onde se tornou no primeiro português campeão em Itália, onde representou Juventus, Inter de Milão e Parma, com uma passagem pelo Borussia Dortmund pelo meio, falou ainda da experiência no Shabab Al Ahli e foi desafiado a comparar Francisco Conceição com Federico Chiesa, que lançou enquanto treinador da Fiorentina.

Conquista da Liga dos Campeões pela Juventus em 1995/1996: "Foi uma das maiores conquistas da minha carreira de futebolista. Vencer a competição mais importante apesar de uma lesão no joelho que podia ter-me custado o resto da carreira."

Mudança do Sporting para a Juventus: "Era muito novo, mas hoje sei que provavelmente foi o melhor balneário do qual já fiz parte. Teve um impacto enorme na minha vida."

Passagem pelo futebol italiano: "Portugal é o meu país, a minha pátria, mas Itália é a minha casa. Ajudou-me a crescer como profissional e pessoa. Partilho a forma italiana de viver o futebol e a vida."

Experiência no Shabab Al Ahli: "Vi o potencial de ganhar tudo, isso fez com que aceitasse o projeto. Ganhámos quatro títulos numa época, batemos recordes e chegámos à final da AFC Champions League."

Diferenças entre o futebol árabe e o europeu: "Com o tempo as diferenças vão encurtar, mas assentam nas infraestruturas e mentalidade profissional. Na Europa os jogadores desenvolvem-se como profissionais desde tenra idade enquanto nos Emirados muitos jogadores perseguem outras carreiras."

Sonho de treinar a Juventus? "É um dos melhores clubes do mundo e tive a sorte de vencer com eles. O que sei é que quero treinar clubes e equipas que tenham a mesma mentalidade, ambição e desejo de ganhar títulos."

Francisco Conceição e comparação com Federico Chiesa: "O Federico é melhor a jogar perto da baliza, de costas para a baliza, com disponibilidade para diagonais e passes verticais. É obcecado com marcar. O Francisco tem a mesma irreverência, está a crescer taticamente e é muito bom em situações de 1x1. Pode mudar qualquer partida."

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