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Pedro Lima e Luís Guilherme: o reencontro das pérolas do Palmeiras no Sporting

Luís Guilherme e Pedro Lima partilharam balneário no Palmeiras
Luís Guilherme e Pedro Lima partilharam balneário no PalmeirasSporting CP

Luís Guilherme, extremo brasileiro de 20 anos, chegou ao Sporting em janeiro, oriundo do West Ham. Pedro Lima, médio de 23 anos, chegou este verão, contratado ao AFS. Em comum, além da nacionalidade, os dois leões têm a formação no Palmeiras, onde ambos partilharam balneário, reencontrando-se agora, de leão ao peito.

Pedro Lima, três anos mais velho, recordou os primeiros passos ao lado daquele promissor Luís Guilherme, que cedo chegou aos escalões superiores da formação do Palmeiras. Estávamos em 2020. 

"Começámos a jogar juntos, eu sub-20 e ele que com 15 ou 16 anos já estava ali connosco. Sempre foi um muito bom jogador. Acho que nem tenho muitas para contar sobre ele. É um ‘cara’ tranquilo, sossegado, muito respeitoso. Nunca deu trabalho", começou por partilhar Pedro Lima, em conversa com a Sporting TV durante o estágio de pré-temporada dos leões, em Lagos.

O extremo, que chegou a essa equipa juntamente com Endrick, hoje no Real Madrid, recordou, porém, a maldade que sofreu nas mãos de Pedro Lima e companhia: foi forçado a rapar o cabelo. E ainda tentou fugir à praxe, mas sem sucesso.

Quando subimos, os ‘caras’ já estavam no quarto com a maquininha, à nossa espera. Não teve jeito, não teve escapatória”, lembrou, também entre risos, antes de falar sobre a relação com o seu antigo capitão de equipa.

"Conheço-o desde os 14 anos, temos uma amizade muito boa. Espero que possamos ser felizes aqui, mais uma vez", afirmou Luís Guilherme, que fez parte de uma geração particularmente bem-sucedida da formação do Palmeiras. Os dois encontram, por isso, várias semelhanças entre o trabalho desenvolvido no emblema canarinho e aquele que têm testemunhado na Academia Cristiano Ronaldo.

Os números de Luís Guilherme
Os números de Luís GuilhermeFlashscore

"Muitos jovens começaram a treinar com a primeira equipa e já demonstraram muita qualidade nesta pré-temporada. Vejo, num futuro próximo, muitos jogadores da formação do Sporting CP a estrearem-se na primeira equipa", considerou Luís Guilherme.

Pedro Lima concordou: "Tanto aqui como no Palmeiras a formação tem jogadores de muito talento. É especial recordar esse nervosismo de subir à equipa principal e jogar com atletas que víamos na televisão."

Juntos, os brasileiros conquistaram duas edições da Copinha, precisamente um dos mais prestigiados torneios de formação do Brasil.

"Foi um ciclo vitorioso. Hoje vemos muitos jogadores dessa geração espalhados pelo mundo, a jogar a um óptimo nível", destacou Pedro Lima, que, depois de encerrar o percurso no Verdão, atravessou o Atlântico e passou, ainda muito jovem, por países como Inglaterra e Croácia, antes de chegar a Portugal. Experiências que considera decisivas para o seu crescimento.

"Acrescentaram-me muito como jogador e também como pessoa. Sair do Brasil, morar sozinho, aprender inglês e até um pouco de croata foi muito enriquecedor. Gosto de conhecer culturas, países e idiomas, por isso foi importante para a minha formação como homem", recordou.

Luís Guilherme também rumou a terras de Sua Majestade e recordou os desafios que enfrentou, dentro e fora de campo, ao serviço do West Ham.

"Foi uma experiência boa, que me fez amadurecer principalmente como pessoa. No começo não foi fácil, sobretudo por causa da língua e da adaptação. Tive de ter paciência e esperar pelo meu momento. Infelizmente não correu como queria, mas Deus sabe todas as coisas e agora estou aqui no Sporting", resumiu o extremo, em Alvalade desde janeiro.

A cumprirem a primeira pré-temporada completa de leão ao peito, ambos destacaram a importância desta fase de preparação.

"Têm sido dias bons. Estamos sempre juntos nas refeições e no dia-a-dia. Há muito trabalho, sobretudo com este calor, mas é importante estarmos a 100% fisicamente quando começar a época", referiu Pedro Lima.

Os números de Pedro Lima
Os números de Pedro LimaFlashscore

Luís Guilherme, mais adaptado aos métodos de trabalho de Rui Borges e da restante equipa técnica, reconheceu, ainda assim, que "faz toda a diferença fazer uma pré-época completa”.

"Cheguei em janeiro e não foi fácil, tive que ‘pegar’ as coisas muito rápido. Em questão de dez dias já tinha de entender a dinâmica da equipa, como funcionava com e sem bola, que era completamente diferente da do West Ham. Então, foi um pouco difícil. Obviamente, a lesão também atrapalhou um pouco, eu vinha de uma sequência boa de jogos", referiu, antes de confessar que também agora passou por uma praxe. Desta vez, com todo o cabelo, mas em cima de uma cadeira.

"O (João) Simões que me aguarde. Eu nem ia cantar, mas… Cantei um pagode, o básico do básico", contou. Pedro Lima, crítico em relação ao talento musical do amigo - "a voz parece que não sai, é meio estranha" -, optou por Billie Jean, de Michael Jackson.