"Sinceramente, não é uma questão de dinheiro", garantiu o presidente da FFF, questionado na France Inter sobre o salário de Zidane ao comando dos Bleus, numa altura em que as remunerações nas federações vão ser limitadas em França a 450.000 euros anuais, salvo exceção ministerial, após a aprovação da reforma do desporto profissional a 21 de julho.
"Encontrei-me com Zidane em fevereiro de 2025. Não falámos de dinheiro. Falámos de vontade, de uma federação que quer que a seleção francesa vença, e de um jogador que sonha em azul. E não falámos de dinheiro", afirmou Diallo, recusando revelar o salário do sucessor de Didier Deschamps.
"Acredito que não é isso que os nossos adeptos esperam. O que os nossos adeptos querem é ver Zidane no banco, ver a seleção francesa a vencer e garantir que o ADN da nossa seleção, que é a união dos franceses em seu redor, possa concretizar-se através das vitórias", acrescentou.
Quanto aos objetivos definidos para Zidane, também aqui Diallo foi evasivo, sublinhando, no entanto, a necessidade de encarar todos os jogos com seriedade, sob pena de cair numa espiral negativa como aconteceu com a Itália.
"Quando se disputa uma grande competição, primeiro é preciso qualificar-se. E quando vejo os resultados de alguns vizinhos... a Itália, por exemplo, já falhou o Mundial três vezes. Por isso, é sempre necessário estar atento a esse aspeto. E depois, quando se chega à fase final, o objetivo tradicional é alcançar as meias-finais", enumerou Diallo.
"E depois, quando se é competitivo, como Zinédine Zidane e os jogadores da seleção francesa, o objetivo é vencer. Portanto, o nosso foco, nos próximos quatro anos, será fazer tudo para conquistarmos troféus", concluiu.
