Esta notícia surge numa altura em que aumenta a pressão sobre Infantino, que enfrenta a primeira grande contestação à sua liderança depois de a proposta da FIFA para vender uma parte do Mundial ter gerado forte oposição das principais confederações regionais.
Infantino afirmou em abril que se candidataria a um quarto mandato como presidente da FIFA, estando a eleição para o ciclo 2027-2031 marcada para Marrocos a 18 de março do próximo ano.
O dirigente italo-suíço contava até esta semana com um forte apoio das federações nacionais, mas o plano para criar uma subsidiária de 20 mil milhões de dólares ligada ao principal torneio de futebol provocou uma mudança de postura em alguns intervenientes do setor.
Numa reunião realizada na quinta-feira, as 41 associações membros da CONCACAF rejeitaram a proposta da FIFA, mas não apoiaram o apelo da UEFA ao boicote, enquanto a Federação Mexicana de Futebol (FMF) indicou que iria analisar o projeto antes de tomar uma decisão.
A confederação da América do Norte, América Central e Caraíbas referiu que os seus membros manifestaram "sérias preocupações" relativamente à ausência de um processo regular, ao calendário apertado e à falta de análise ou aprovação pelos órgãos de governação competentes da FIFA.
