Recorde as incidências da partida

Depois da surpresa na primeira mão, com derrota por 2-1 em St. Gallen, o Benfica entrou no primeiro jogo oficial da época perante os seus adeptos obrigado a reagir. Marco Silva promoveu duas alterações no onze inicial em relação ao encontro na Suíça, com as entradas de Leandro Barreiro e Enzo Barrenechea para os lugares de Miguel Figueiredo e Manu Silva.
A resposta encarnada começou cedo. Aos 11 minutos, Bah surpreendeu a defesa suíça com um lançamento lateral longo, Rafa apareceu nas costas da linha contrária e serviu Pavlidis, que rematou de primeira para o 1-0. O St. Gallen respondeu pouco depois, com Aliou Baldé a obrigar Trubin a uma boa defesa aos 13 minutos, antes de Lenglet evitar o empate com um corte de cabeça aos 17'.
O Benfica não fez uma primeira parte extraordinária, mas foi superior e mereceu a vantagem. Leandro Barreiro ainda caiu na área após empurrão de Carlo Boukhalfa, mas o árbitro mandou seguir, e António Silva esteve perto do segundo aos 37 minutos, na sequência de um canto, obrigando Watkowiak a uma grande defesa. Do outro lado, Aliou Baldé, um dos mais inconformados da equipa helvética, atirou à barra aos 40', num dos grandes avisos suíços.
Até ao intervalo, Barreiro surgiu ao primeiro poste após boa incursão de Bah e atirou por cima, Rafa rematou cruzado depois de recuperar a bola e Kaminski desperdiçou uma enorme oportunidade na cara do guarda-redes. Ainda assim, com o crescimento individual de Sudakov, o Benfica também cresceu coletivamente, aproveitando algum desnorte do St. Gallen para controlar melhor o jogo e levar a eliminatória empatada para o descanso.

Expulsão abriu caminho à goleada
A segunda parte trouxe um Benfica mais solto e muito mais eficaz. Aos 54 minutos, Watkowiak negou o segundo a Barreiro com uma enorme intervenção, mas nada pôde fazer um minuto depois. Pavlidis combinou de forma perfeita com Kaminski e bisou na partida, colocando os encarnados em vantagem na eliminatória. Aos 5'7, tudo ficou ainda mais complicado para o St. Gallen, quando Jozo Stanic travou Sudakov numa saída rápida do Benfica e viu o segundo amarelo.
Com mais espaço e superioridade numérica, o Benfica acelerou. Aos 65 minutos, as águias ampliaram a contagem. O lance começou numa jogada de insistência na direita da área, Bah cruzou com qualidade e o avançado grego cabeceou para o 3-0. O golo ainda foi inicialmente anulado por pretenso fora de jogo, mas o VAR corrigiu a decisão e validou o hat-trick de Pavlidis, numa exibição magistral do avançado helénico.
A goleada ganhou forma aos 74 minutos, depois de um grande passe de António Silva para Richard Ríos, travado em falta por Leon Frokaj. Chamado à conversão, Pavlidis bateu o penálti com força e precisão, colocando a bola no canto superior esquerdo. Com a vantagem confortável, Marco Silva aproveitou para refrescar a equipa e lançou vários jogadores, entre eles Jhon Durán, que fez a estreia absoluta pelo Benfica.
Ainda houve tempo para Lukebakio deixar marca poucos segundos depois de entrar, num lance genial em que tirou vários adversários do caminho e rematou cruzado ligeiramente ao lado. Aos 82 minutos, o belga voltou a aparecer, cruzando na perfeição após um canto curto para Lenglet finalizar de primeira e fazer o 5-0, num golo de grande classe. Dois minutos depois, Leon Frokaj obrigou Trubin a defender e Lenglet evitou o golo suíço na recarga.
O mesmo Frokaj ainda voltou a ameaçar aos 88 minutos, mas a noite era mesmo do Benfica, numa exibição que não foi deslumbrante, mas foi de mão cheia. Segue-se o Hearts, de Cláudio Braga e companhia.
Melhor em campo Flashscore: Pavlidis (Benfica)

