O clima de tensão entre a autarquia parisiense e o Paris Saint-Germain (PSG) tem sido constante. O clube pretende adquirir o Parque dos Príncipes, de forma a poder renová-lo, intenção que não é do agrado da Câmara Municipal da cidade, que apenas vê como viável um contrato de arrendamento para que ambas as partes possam beneficiar.
Ainda no ano passado, Nasser Al-Khelaifi, presidente do PSG, assumiu que o emblema francês já não se sentia bem-vindo no seu estádio e, agora, terá mesmo recorrido à Legends Hospitality, empresa responsável pela construção dos estádios dos LA Galaxy e do Tottenham, bem como da renovação de Anfield e de parte da exploração do Santiago Bernabéu, casa do Real Madrid.
Em cima da mesa estarão vários cenários para o caso de o PSG não conseguir um acordo com o executivo liderado por Anne Hidalgo. Entre eles, a utilização do Stade de France, que para já estará descartada pelo avultado custo que representa. Para além deste, foram também contemplados vários hipódromos, como o de Poissy, zona muito próxima de onde será inaugurada a nova cidade desportiva do clube, em Yvelines.
Contudo, ainda não é certo qual o rumo a tomar e Pierre Rabadan, membro da Câmara Municipal de Paris, revelou que a iniciativa do clube "não surpreende".
"Estamos à espera de voltar a reunir. Posicionámo-nos para retomar o diálogo. A data ainda não foi fixada, mas, em qualquer caso, teremos de falar. Parece-me que é agora necessário retomar as discussões. Estamos, portanto, à espera que essa data avance", explicou.
