O avançado faz parte dos convocados de Roberto Martínez para o Mundial-2026 e quer certamente aproveitar a fase final do Campeonato do Mundo para dar nas vistas e deixar San Siro, como é seu desejo.
Porém, esse não é o seu único objetivo. Em conversa com Luís Freitas Lobo, no programa Futebol Arte, da Sport TV, Rafael Leão começou por deixar elogios a Jorge Jesus, técnico que o lançou na equipa principal do Sporting, e abriu as possibilidades de um regresso.
"O primeiro contacto não me lembro, mas o jeito do mister foi sempre muito agradável. É uma pessoa muito particular, mas a quem agradeço muito até hoje, porque foi a pessoa que acreditou em mim e gostaria de ter uma época inteira com ele para conseguir evoluir como jogador", começou por dizer sobre Jorge Jesus, que recentemente deixou o comando técnico do Al Nassr.

"Mesmo naquele curto espaço de tempo, evoluí muito e até hoje ele é um dos melhores treinadores com quem trabalhei. Só queria poder trabalhar mais tempo com ele. Aprendi muito por fora, porque mesmo estando lesionado, ele fazia questão de que eu estivesse perto para analisar os métodos todos", reforçou.
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O avançado recordou o primeiro jogo pela equipa principal, marcado por um golo no Estádio do Dragão, diante do FC Porto.
"Quando entrei naquele jogo contra o FC Porto, a intensidade era outra, estava numa posição central, onde fiz a formação toda a ponta-de-lança, já estava no sangue e para mim foi um momento muito importante e acho que também foi um agradecimento, deu-lhe para perceber que tinha qualquer coisa ali", afirmou.

"Foi uma aposta certa. Foi a realização de um sonho, fiz a formação toda no Sporting, então tornas-te sportinguista e depois todos os miúdos da Academia ambicionam chegar à equipa principal. Poder marcar num jogo daqueles vai-me marcar para sempre".
"Sensação de arrependimento"
Apontado desde cedo como promessa da formação do Sporting, Rafael Leão terminou de forma inesperada a sua ligação de nove anos ao Sporting, rescindido o contrato com o clube após a invasão à Academia, rumando posteriomente ao Lille. Anos depois, assume o arrependimento pela decisão.
"Foi uma decisão como todas que temos de tomar na nossa vida. Quando cheguei lá (ao Lille), nos primeiros meses, tive aquele sentimento de arrependimento, porque o meu sonho era singrar no Sporting e, pela forma como tudo o que aconteceu, sinto que ainda devo algo ao Sporting, como clube e para os adeptos também, porque sempre senti um apoio enorme", reconheceu.
Questionado sobre um potencial regresso a Alvalade, Rafael Leão não fechou as portas ao clube: "Vamos ver, um dia quem sabe. Foram decisões e acho que (a saída) me ajudou a crescer como homem e jogador".
