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Rui Câncio quer "pelo menos cinco medalhas" no Mundial de maratonas em canoagem

A comitiva portuguesa na Argentina
A comitiva portuguesa na ArgentinaFacebook Embaixada de Portugal na Argentina

O selecionador português de maratonas, especialidade da canoagem, Rui Câncio, espera “pelo menos cinco medalhas” nos mundiais que decorrem de quinta-feira a domingo na cidade argentina de Gualeguaychú, entre as quais duas de Fernando Pimenta.

“O objetivo é trazermos, no mínimo, as cinco medalhas alcançadas em 2025, em Gyor, pois trouxemos essas tripulações mais algumas. Podem não ser as cores iguais, mas pelo menos quero as cinco medalhas que tivemos no ano passado na Hungria”, vincou, em declarações à Lusa.

Fernando Pimenta, na prova curta de K1 e na longa de K2, com José Ramalho, e a dupla Rui Lacerda e Ricardo Coelho, em C2, foram campeões do mundo em 2025, enquanto o júnior Leonardo Barbosa foi prata em C1 e José Ramalho bronze na short race.

“Obviamente, têm de vir alguns títulos mundiais ou, apesar das medalhas, não podemos considerar que seja um bom desempenho. Pelo menos dois têm de vir, senão será um mau resultado”, reforçou o técnico, numa “ambição” consolidada pela “qualidade da equipa”.

Rui Câncio deposita as maiores expectativas de “resultados de excelência” nos canoístas medalhados em 2025, porém acredita igualmente nos que este ano se destacaram nos Europeus de Pitesti, na Roménia, nos quais Portugal alcançou 10 pódios, nomeadamente uma medalha de ouro, cinco de prata e quatro de bronze.

“Temos um vasto leque de atletas que podem trazer medalhas, sobretudo as três embarcações campeãs do mundo, que têm essa obrigação de lutar pelo ouro”, reforçou.

O técnico revelou que nos últimos dias houve um “problema com o caudal do rio, que subiu três metros”, situação que mexe com o tipo de prova, já que altera a consistência da água.

“Inclusivamente, foi equacionada a abolição das portagens”, ilustrou, referindo-se à parte em que os canoístas saem do rio e correm com o kayak durante cerca de 200 metros até voltarem à água, uma das partes mais emocionantes das maratonas.

Enquanto o jet-lag de quatro horas “está ultrapassado”, Rui Câncio teme que o “frio” possa afetar os atletas que competem mais cedo, dada a “grande diferença de temperatura” que a comitiva encontrou.

“Está bastante frio, com mínimas de sete ou oito graus e estou com algum receio dessa situação, pois vimos de um verão e outubro muito quentes e todos estamos a estranhar o frio e um vento um bocado gélido. Vamos ver se isso não pode condicionar um pouco, porque não vamos ter assim muito tempo para nos habituar”, concluiu.

Portugal está representado por Fernando Pimenta, José Ramalho, Mariana Morais, Rui Lacerda e Ricardo Coelho nos seniores, Francisco dos Santos, Andreia Duarte e Leonardo Barbosa nos sub-23 e Martim Conceição, Nuno Barros, Gabriel Fernandes, Duarte Cunha, Maria Sousa, Joana Peixoto e Beatriz Sá nos juniores.

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