Sem pressão, Arthur Fils quer "subir mais alto" no ténis mundial

Arthur Fils em ação
Arthur Fils em açãoAFP

Depois de um ano de 2023 em que se tornou o jogador mais jovem do atual Top 50 do ranking ATP, Arthur Fils disse à AFP que quer "fazer tudo" para "subir mais alto". Tudo sem "qualquer pressão".

O jovem de 19 anos - atualmente no Brasil para participar no Rio Open - também confidenciou que "adoraria participar" nos Jogos Olímpicos de Paris, apesar de estar consciente de que seria "complicado", dada a concorrência francesa.

Entretanto, Arthur Fils conseguiu afirmar-se como uma das grandes esperanças do ténis, graças a uma subida meteórica no ranking ATP, do 251.º para o atual 36.º lugar, e a um primeiro título no ano passado, em Lyon.

Nessa ocasião, com 18 anos e 11 meses, tornou-se o francês mais jovem a conquistar um troféu do Tour desde Gaël Monfils em 2005.

Um novo estatuto que não parece assustá-lo.

"Não sinto qualquer pressão. Pelo contrário, estou a divertir-me. Estou a divertir-me onde estou e, se puder ir mais alto, vou fazer tudo o que puder", disse à AFP durante uma visita ao Cristo Redentor, o monumento mais emblemático do Rio de Janeiro.

Na próxima semana, vai disputar o torneio ATP 500 do Rio, alguns dias depois de ter sido eliminado na primeira ronda do torneio 250 de Buenos Aires pelo sérvio Dusan Lajovic.

"Na semana passada não joguei muito bem. Tive um pouco de dificuldade em entrar no jogo e tive dificuldade em terminá-lo. Esta semana, vou tentar fazer um pouco melhor", prometeu.

Paciência

Arthur Fils fará depois uma terceira paragem na América do Sul, em Santiago do Chile, onde terá a oportunidade de se testar contra o número 2 mundial Carlos Alcaraz, de 20 anos.

"Ele está a fazer o seu caminho. É incrível. Já tem dois Grand Slams", declarou, referindo-se também ao italiano Jannik Sinner, de 22 anos, outro símbolo da "nova geração". Jogadores que estão a "fazer o seu caminho" como ele.

"Não tenho pressa e não sinto qualquer pressão. Tento tirar o máximo partido de cada momento e jogar nos maiores courts do mundo. E se conseguir sair sempre vitorioso, não terei vergonha. Estou a progredir. Se conseguir fazer coisas incríveis este ano, não serei tímido, mas se for daqui a dez anos, tudo bem", explicou.

A época do ténis mundial deste ano será também marcada pelos Jogos Olímpicos de Paris (26 de julho-11 de agosto).

É um evento em casa, pelo qual Arthur Fils está obviamente ansioso.

"Gostaria muito de os disputar, mas depois disso é complicado. Há muitos jogadores franceses que querem qualificar-se. Estamos todos a jogar muito bem", explicou Arthur Fils, citando em particular a revelação do Open da Austrália, Arthur Cazaux, o jovem Luca Van Assche, de 19 anos, o número 1 francês, Ugo Humbert, e os experientes Adrian Mannarino e Gaël Monfils.

"Por isso, não me estou a concentrar muito na qualificação para os Jogos Olímpicos. Se jogar bem, qualificar-me-ei. Se não jogar bem, não importa. Seria uma oportunidade, uma experiência perdida, mas terei muitas outras na minha vida", lembrou.