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Sérgio Conceição, recorde-se, esteve sete temporadas como treinador do FC Porto, período durante o qual conquistou um total de 11 troféus, um recorde do clube.
Na primeira parte da entrevista à TVI e CNN, o técnico falou ao de leve sobre a saída dos dragões, mas foi mais explícito quanto a um antigo convite do Benfica... e da seleção belga. Ao mesmo tempo, confessou que já passou por momentos de fraqueza, nomeadamente com a última experiência na Arábia Saudita, ao serviço do Al Ittihad.
"Saída do FC Porto não foi fácil"
Quebra de silêncio: "Faço por vários motivos. A minha saída do FC Porto não foi fácil a todos os níveis: uma ligação de sete anos como treinador, o fim de um ciclo de alguém que me marcou na carreira desportivo, que foi o ex-presidente Jorge Nuno Pinto da Costa. Esta foi a altura em que tinha de ser".
O que aconteceu no Al Ittihad: "Cheguei depois de um ano positivo no clube - ganharam o campeonato e a Taça saudita - e o que me foi transmitido era que havia problemas na estrutura".
Futebol e modo de vida na Arábia Saudita: "O querer é uma coisa, o fazer é diferente. Eles não estão habituados - por diversas razões - a treinar durante o dia, se tivessemos mais do que um treino por dia era difícil respeitarem os horários e aparecerem nos treinos era difícil".
Experiência no AC Milan: "Com o que se tem passado recentemente, demonstrou que os seis meses em que estive no AC Milan foram bem interessantes".
"Não vou desmentir que havia interesse do ex-presidente do Benfica"
Treinar o Benfica: "Muito difícil. Perante o meu passado em Portugal, era difícil. Não posso dizer 'nunca'. Sou um profissional de futebol, mas neste momento sinto que é difícil treinar outro clube em Portugal que não o FC Porto.
Mas recebeu convite de Luís Filipe Vieira?: "Não fica bem envolver outras pessoas. Uma situação que não deu em nada. Não vou desmentir que havia interesse do ex-presidente do Benfica em falar comigo da possibilidade de eu treinar o Benfica, mas nunca avançou além de uma conversa informal.
Convites: "Tive a possibilidade de treinar uma seleção que vai estar no Mundial antes de ir para o Al Ittihad e não aceitei. Tive um convite quando saiu o Tedesco da seleção da Bélgica. Tive dois clubes franceses há pouco tempo. É mais o meu percurso. A minha carreira passará mais fora de Portugal do que em Portugal".
Seleção portuguesa: "Eticamente, não é correto dizer se estou preparado. Sou profissional e estou preparado para tudo".
Futuro: "Ainda não (sei). Vou pensar no que poderá aparecer. Um projeto um bocado diferente dos últimos que apanhei. Foram dois projetos difíceis".
Deixar o futebol: "Já tive momentos de fraqueza desses. Num passado bem recente, com esta experiência na Arábia. Foi difícil e verdadeiramente impactante na relação que tenho com os jogadores e a estrutura".
