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Sérgio Conceição emocionado no documentário de Jorge Costa: "Nós éramos dois irmãos"

Sérgio Conceição, antigo treinador do FC Porto
Sérgio Conceição, antigo treinador do FC PortoČTK / imago sportfotodienst / Ali Issa

O documentário "O Capitão", dedicado à vida de Jorge Costa, estreia esta sexta-feira nas plataformas do FC Porto, mas nos últimos dias têm sido divulgados vários excertos.

Esta quinta-feira surgiu o depoimento de Sérgio Conceição, antigo treinador do FC Porto e companheiro de equipa de Jorge Costa enquanto jogador.

"É difícil porque no último ano e meio, dois anos, houve aqui uma situação... Apesar de falar com ele, houve aí uma pequena chatice, uma coisa insignificante, pensava eu, mas que não podia ter acontecido entre dois irmãos, porque nós éramos dois irmãos", afirmou Sérgio Conceição.

Noutro excerto já divulgado, podem ouvir-se algumas declarações de João Pinto, Domingos Paciência e Vítor Baía.

"Treinava como se de um jogo se tratasse. Havia peladas ou jogos-treino uns contra os outros, que quando nós jogávamos os dois, eu para o acalmar chamava-o de "Bichinho". Bastava dizer-lhe 'Ó Bichinho, calma', e ele aí acalmava. Nos jogos eu não era 'Ó Bichinho', dizia 'Ó Bicho, mata!', e ele matava", afirmou João Pinto.

"A conversa entre ele e o Fernando Couto era... Dizia o Fernando: 'Bicho, como é que é?!'. Diz o Bicho: 'Tu dás a primeira e eu acabo com ele aqui'. É evidente que era para intimidar, era um jogo psicológico, mas era um bocadinho isso, aquela vontade de querer ganhar os duelos, de querer estar por cima do jogo... O Jorge e o Fernando era uma coisa impressionante", referiu Domingos Paciência.

"Até foi o Fernando Couto que começou (com a alcunha de Bicho), quando o via a entrar daquela forma como ele entrava, agressiva... Começou a chamar-lhe Bicho. 'Isto é um Bicho, é um Bicho, é um Bicho' e ficou com essa alcunha. A partir dali começou, um Bicho lá dentro mas o nosso Bichinho cá fora. Cá fora era uma pessoa muito tranquila. Durante todos estes anos, mesmo nos anos em que não estivemos juntos, pós-carreira, nunca falhava, dia 14 lá tinha ele o meu telefonema, não era mensagem, e no dia 15 lá estava ele também a ligar. Vou sentir falta disso", recordou Vítor Baía.

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