Ir para o conteúdo principal

Sérgio Ferreira lamenta: "Ficou provado que o Diogo Costa é um dos melhores do mundo"

Atualizado
Sérgio Ferreira satisfeito com o Alverca
Sérgio Ferreira satisfeito com o AlvercaESTELA SILVA/LUSA

Leia abaixo as declarações do treinador do Alverca, Sérgio Ferreira, após a derrota por 2-0 diante do FC Porto, no Estádio do Dragão, para a primeira jornada da Liga Portugal.

Recorde aqui as incidências do encontro

Análise: "Muito satisfeito com aquilo que foi a prestação da equipa e muito satisfeito pela coragem que a equipa teve para ir ao encontro daquilo que são as nossas ideias. E a nossa ideia, o nosso estilo. Procurámos impor, faltou-nos aqui e acolá algum timing, algum reconhecimento, algum entendimento de onde é que estavam as vantagens para sermos mais assertivos no que é criar dano na equipa adversária. Mas a verdade é que a equipa procurou impor aquilo que fomos treinando, aquilo que fomos crescendo, ou com aquilo que fomos crescendo também e que nos permite ser uma equipa cada vez mais marcada e com identidade. E sim, satisfeito.

Satisfeito porque viemos à casa do campeão nacional e conseguimos criar oportunidades para marcar. Acho que hoje ficou provado o porquê de o Diogo Costa ser um dos melhores guarda-redes do nosso campeonato, do país e do mundo. Agora, custa-nos muito e estamos tristes pela derrota, porque a equipa merecia mais. Mas é mesmo isto o futebol e, neste momento, o nosso pensamento já está na próxima jornada, em retificar aquilo em que não fomos tão fortes e continuar também a potenciar aquilo em que estivemos bem".

Ingenuidade nos penáltis: "Sim, ou seja, muito sinceramente não quero falar sobre se os penáltis são ou não. Falo só sobre o segundo porque tem a ver com o jogo, tem a ver com aquilo que nós controlamos, que é o processo e a ideia. Estamos muito bem posicionados. Não há qualquer necessidade de fazermos penálti. É mesmo só um segundo em que parámos, e a este nível, quando parámos um segundo, é a morte.

Temos de ser muito contínuos, muito consistentes e repetir para que não possamos ceder espaços. E logicamente, contra uma equipa desta e com jogadores desta qualidade, vão ter o máximo proveito. Mas sim, continuar a crescer. A equipa marcou uma identidade e jogou bem. Quero só aproveitar para agradecer ao nosso público que esteve cá em grande número. O apoio deles foi fundamental e aquilo que pedimos é que continuem também a apoiar a equipa".

Defesa a três: "Sim, é isso mesmo. Ou seja, parece-me importante, quando chegamos a uma realidade, perceber que já existe alguma coisa feita, alguma coisa construída. E temos de ter o máximo respeito por isso. E foi isso que fizemos: foi olhar para aquilo que tínhamos, aquilo que somos e qual o caminho que temos de percorrer para ser aquilo que queremos vir a ser no futuro. Foi isso que fizemos.

Acima de tudo, deixe-me elogiar porque a equipa conseguiu hoje defender a três, a quatro e a cinco também. Teve essa variabilidade e esse entendimento. E a equipa, se no início o FC Porto conseguiu furar-nos através da largura, nós conseguimos ajustar muito bem e a nossa linha defensiva começou também a desfazer a largura e conseguimos tapar essa mesma vantagem que estávamos a dar à equipa adversária"

Leia também - Hibernação não apaga a chama do campeão: FC Porto vence Alverca mas ganha preocupação

Conferência de imprensa

“Fizemos um bom jogo. Parece-me importante realçar que a equipa esteve bem dentro daquilo que foi treinado e daquilo que é a nossa ideia. Procurou fazê-lo com coragem e, em muitos momentos, de forma inteligente.

A partir do minuto sete, a equipa começou a crescer e, com alguma facilidade, conseguíamos quebrar a pressão do FC Porto. Depois, quase nem era preciso o FC Porto pressionar-nos, porque entregámos a bola várias vezes.

O jogo ficou marcado pelo facto de o adversário ser muito forte. É o campeão nacional e, há oito dias, ganhou também a Supertaça. Ainda assim, tivemos capacidade para responder depois de sofrermos um golo muito cedo. A equipa começou a impor-se e também conseguiu jogar no meio-campo ofensivo.

Na segunda parte, voltámos a entrar bem e tivemos oportunidades claras de golo, nas quais não conseguimos finalizar as jogadas. A partir dos 70 ou 75 minutos, o FC Porto ganhou algum ascendente, mas nunca através de um jogo muito contínuo e dominante. Foi mais um jogo partido.

Estamos num período de adaptação à competição e os jogadores ainda não se encontram no seu melhor momento. Mesmo assim, a resposta foi muito boa, tendo em conta o tempo de treino que temos e o facto de este ter sido o primeiro jogo do campeonato. A equipa fez coisas brilhantes, considerando o tempo que levamos juntos".