Cerca de 150 associados reuniram-se no Pavilhão Desportivo Unidade Vimaranense, em Assembleia Geral ordinária, para discutir e votar um documento que apresenta o terceiro resultado negativo seguido, após os prejuízos de 1,13 ME em 2023/24 e de 1,03 ME.
Após rendimentos de 5,5 ME e gastos de 5,64 ME, o clube minhoto apresentou um saldo operacional negativo de 147 mil euros, que se converteu no resultado negativo de 1,53 ME, devido aos gastos com amortizações, depreciações, juros e impostos.
A operação com as 15 modalidades que o clube disponibiliza, à parte do futebol, apresentou um défice operacional de 1,3 ME.
O Vitória SC confirmou também que amealhou uma receita de 2,9 ME com quotização, numa temporada que concluiu com 29.050 sócios e com 19.889 lugares anuais vendidos no Estádio D. Afonso Henriques.
Já o passivo cresceu de 6,1 para 9,2 ME, variação explicada no relatório e contas com o “efeito do reconhecimento de um passivo por impostos diferidos de 3,19 ME associado à revalorização da academia de futebol.
Essa revalorização contribuiu para uma subida ainda mais elevada do ativo, que inclui também o estádio, de 29,7 ME para 48,3 ME, e para o aumento dos capitais próprios, de 24,3 ME para 39,8 ME.
Os associados vitorianos aprovaram ainda a lista de 15 sócios para integrar o Conselho Vitoriano, proposta pela direção presidida por Rui Rodrigues, e chumbaram a proposta de auditoria económico-financeira independente para o período entre 1 de julho de 2022 e 30 de junho de 2026.
Essa proposta foi submetida pelo movimento Vencer, sentir, crescer, associado a Viriato Sampaio, segundo candidato mais votado nas eleições de 13 de junho, que pediu para o documento ser retirado da ordem de trabalhos antes da votação em reunião magna.

