Reveja aqui as principais incidências da partida

A derrota em casa pôs fim a uma série de 17 jogos sem perder do Boca, que agora é obrigado a vencer o jogo da segunda mão da meia-final da Sul-Americana, na próxima terça-feira, no Rio de Janeiro. O local poderá, no entanto, ser alterado nos próximos dias, dependendo da disponibilidade do Estádio do Maracanã.
O Xeneize sentiu a falta da criatividade do seu capitão Leandro Paredes, ausente devido a lesão, e sofreu durante quase uma hora com o ímpeto de uma equipa carioca que entrou em campo com personalidade.
O Vasco apostou numa pressão alta para dificultar a saída de bola do Boca, onde foi evidente a falta de ligação entre as linhas defensiva e ofensiva.
O primeiro aviso surgiu aos quatro minutos, quando um corte falhado deixou a bola à mercê de Bruno Duarte, que obrigou o guarda-redes colombiano Álvaro Montero a uma boa intervenção com um remate cruzado de pé direito.
Aos 24 minutos da primeira parte, o Vasco voltou a arriscar e chegou ao golo através de uma cabeçada potente de Adson, após um cruzamento venenoso do colombiano Andrés Gómez a partir da esquerda.
A desvantagem foi um golpe certeiro na mandíbula do Boca, que já ouvia os seus adeptos, nervosos, a pedir à equipa que se lançasse em busca da vitória.
A equipa carioca, contudo, não saiu incólume para o jogo da segunda mão. A meia hora do final, o incisivo Gómez viu o cartão amarelo por impedir o recomeço do jogo e, um segundo depois, o vermelho por empurrar o árbitro chileno Piero Maza.
A partir daí, com mais amor-próprio do que clarividência, o jogo transformou-se num monólogo do Boca. O Vasco recuou e os comandados de Rodolfo Arruabarrena tiveram mais de sete oportunidades claras de golo, incluindo uma bola no poste de Lautaro Blanco e outra de Santiago Ascacíbar.
"Era um jogo para ficarmos em vantagem e marcarmos um ou dois golos, mas isto é futebol e temos de trabalhar. Somos uma equipa grande, temos de ir lá e fazer aquilo que sabemos. Estamos vivos e temos a segunda mão", destacou Ascacíbar.
Leonel Flores, extremo de 19 anos que soma três golos e três assistências em 18 jogos, não teve uma noite inspirada e foi substituído na segunda parte.
A sobrevivência do Vasco também dependeu das mãos do guarda-redes Léo Jardim, que, no meio do cerco, defendeu um potente remate de pé esquerdo do colombiano Sebastián Villa e um disparo fortíssimo do uruguaio Miguel Merentiel.
"Na segunda parte, encostámo-los às cordas. Tivemos muitas ocasiões e a eliminatória continua em aberto. Fomos superiores, merecíamos pelo menos o empate, mas estamos confiantes para ir lá", sentenciou Blanco, um dos pilares de um Boca obrigado a vencer no Rio para não sofrer uma nova desilusão.
O local do jogo da segunda mão entre Vasco e Boca continua por definir devido a uma disputa judicial relacionada com a utilização do Estádio do Maracanã.
A concessionária Fla-Flu recusou ceder o estádio por questões de calendário e de conservação do relvado, enquanto o clube carioca procura garantir que o jogo se dispute no emblemático recinto do Rio de Janeiro.

