J"É muito bom estar aqui nesta época do ano e liderar o ranking. Sempre me senti muito bem aqui. Gosto do país inteiro, mas, especialmente, de Peniche, gosto muito das ondas daqui. Estou animado por estar de volta e quero fazer um bom campeonato", disse à Lusa o brasileiro, campeão mundial em título, que venceu a prova portuguesa em 2025.
O período de espera do Meo Rip Curl Pro Portugal começa na sexta-feira e acaba em 25 de outubro, e, face à previsão de boas condições logo no primeiro dia do campeonato, tudo indica que a prova arranque já na sexta-feira.
"Acho que vai ter ondas muito boas amanhã (sexta-feira). No segundo dia deve estar divertido também. Depois, não dá para saber muito ainda como vai estar, mas acredito que os dois primeiros dias vão ser muito bons", lançou o surfista, de 29 anos.
Yago Dora já conhece o sabor da vitória em Peniche e disse estar pronto para repetir a façanha, numa onda que encaixa bem com a versatilidade do seu surf, que mistura manobras, aéreos e tubos.
"Tenho muita confiança aqui. Identifico-me com essa onda, já conheço bem o pico, então quero usar isso, usar o meu conhecimento e a minha experiência aqui para conseguir mais um bom evento", sublinhou.
Por seu turno, a havaiana Gabriela Bryan, finalista vencida no ano passado em Peniche, também se mostrou fã das ondas portuguesas, e de Supertubos, em particular.
"É super fixe estar com a licra amarela. Ainda temos mais três eventos, vai ser um final de circuito muito emocionante. Eu amo Portugal, é como uma versão fria do Havai", realçou à Lusa a surfista, de 24 anos.
Segundo Gabriela Bryan, as ondas na Praia de Supertubos são "muito poderosas e muito divertidas", um local em que as condições estão sempre a mudar, com "muita energia" no oceano, algo que encaixa com o seu estilo poderoso de surfar.
Questionada sobre se quer vingar a final perdida em 2025, a atleta nascida em Kilauea, na ilha de Kauai, disse que está preparada para ganhar desta vez.
"Vou fazer tudo o que posso para obter um bom resultado. Obviamente, tudo pode acontecer. Mas vou fazer o meu melhor", sublinhou, referindo ainda que este ano encontrou o pico de Supertubos com ótimas condições para surfar.
Já a canadiana Erin Brooks, que vem de três vitórias consecutivas no circuito principal (CT), a última das quais em Trestles, nos Estados Unidos, vencendo na final precisamente Gabriela Bryan, chegou também confiante a Peniche.
"Estou muito feliz, as previsões parecem ótimas, tem sido bom partilhar tubos com todos os outros surfistas", afirmou a canadiana, de 19 anos, durante a conferência de imprensa de lançamento do campeonato.
A etapa portuguesa do circuito principal da WSL, que voltou a ser disputada no outono depois de quatro anos consecutivos a decorrer no final do inverno, promete ser decisiva nas contas para os títulos mundiais de 2026, e vai contar com cinco portugueses em prova: Yolanda Hopkins, Francisca Veselko, Teresa Bonvalot, Frederico Morais e Guilherme Ribeiro.
Depois de Portugal, restam apenas duas etapas, o Filipinas Pro, em Cloud 9, na ilha Siargao, entre 31 de outubro e 10 de novembro, e o Pipe Masters, no Havai, entre 08 e 20 de dezembro.
