A alteração deve-se à inclusão de uma nova prova no calendário de 2026 da elite mundial, o Philippines Pro, em Cloud 9, Ilha de Siargao, Filipinas, de 31 de outubro a 10 de novembro.
"Estamos muito felizes por receber as Filipinas no circuito, graças ao apoio do governo das Filipinas", assinalou em comunicado o presidente executivo da WSL, Ryan Crosby.
A prova lusa, na Praia de Supertubos, estava inicialmente programada para decorrer entre os dias 22 de outubro e 01 de novembro, e a introdução de um novo evento (já garantido também para 2027), acarreta igualmente mudanças nas datas da etapa de Abu Dhabi, Emirados Árabes Unidos, que se realiza numa piscina de ondas artificiais e que passou para entre 25 a 29 de novembro, em vez de ser de 14 a 18 de outubro.
"Elevar o Cloud 9 ao estatuto de CT (Championship Tour) reflete tanto a qualidade da onda como a força da nossa parceria. É uma adição merecida ao calendário, que desafiará os melhores surfistas do mundo à medida que a corrida pelo título mundial entra na sua reta final", sublinhou Ryan Crosby.
O pico de Cloud 9 oferece um tubo de direita perfeito, proporcionando aos surfistas do CT um dos melhores tubos do mundo.
"A WSL adicionou uma nova etapa ao calendário do CT de 2026 para garantir a realização de pelo menos 12 eventos esta temporada, caso o Surf Abu Dhabi Pro não possa ser realizado como planeado. Este novo evento garante que a WSL pode preservar a integridade do novo formato e calendário do CT", destacou em comunicado a organização.
O italiano Leonardo Fioravanti, atual número um do ranking mundial masculino, mostrou-se entusiasmado com a inclusão de Cloud 9 no calendário do CT.
"Ir para um novo local é sempre emocionante. Vi algumas imagens de Cloud 9 e parece um tubo perfeito e divertido, com potencial para grandes aéreos. Estou muito entusiasmado, sendo um surfista de base regular, para apanhar um tubo de frontside, algo que só acontece quando vamos a Pipeline (Havai, Estados Unidos) surfar em Backdoor, por isso acho que vai ser muito, muito emocionante", realçou.
Por seu turno, o presidente da Comissão Filipina de Desporto (PSC), Patrick Gregorio, considerou que "este será um momento histórico para o surf filipino e o CT levará o desporto a uma nova era", inspirando uma nova geração de atletas.
"Que o mundo descubra não só as nossas ondas, mas também a visão, a ambição e a garra do povo filipino", rematou.
O circuito mundial da WSL arrancou com três campeonatos na Austrália, o primeiro em Bells Beach (01 a 11 de abril), depois em Margaret River (17 a 27 de abril) e seguiu para Snapper Rocks (02 a 12 de maio). Depois decorreu a prova na Nova Zelândia (15 a 25 de maio).
El Salvador (28 de maio a 07 de junho) e Brasil (12 a 20 de junho) foram as últimas etapas já disputadas.
Segue-se a Polinésia Francesa (08 a 18 de agosto) e Lower Trestles (11 a 20 de setembro), nos Estados Unidos, que são as restantes etapas da fase regular do CT, com 36 surfistas no quadro masculino e 24 no feminino (um aumento face às 16 atuais).
Nas três etapas que se seguem, em Peniche (16 a 25 de outubro), Filipinas (31 de outubro a 10 de novembro) e Emirados Árabes Unidos (25 a 29 de outubro), o número de competidores baixa para 24 homens e 16 mulheres, mas todos voltam à competição para a última prova, na icónica onda de Pipeline, no Havai (Estados Unidos).
As portuguesas Francisca Veselko e Yolanda Hopkins estão a competir no CT, e são as primeiras atletas lusas a competir no quadro feminino da elite mundial, depois de, no passado, Portugal ter estado representado por Tiago Pires e Frederico Morais.
